PORTUCÁLIA

Março 05 2013

 Os últimos dois dias do pontificado de Bento XVI permanecerão gravados na memória de muitas pessoas e marcarão uma etapa importante, nova e sem precedentes, na história da Igreja peregrina. Para muitos, foi quase uma descoberta da humanidade e da espiritualidade do papa; para outros, uma confirmação da sua humilde e ao mesmo tempo elevadíssima vida de fé.

Se o papa João Paulo II tinha dado ao mundo, com admirável coragem, o testemunho da sua fé ao padecer a enfermidade, o papa Ratzinger, com não menos coragem, nos deu o testemunho da aceitação, perante Deus, dos limites da idade e do discernimento sobre o exercício da responsabilidade que Deus lhe tinha confiado. Ambos nos ensinaram, não só com o magistério, mas também, e talvez ainda mais eficazmente, com a própria vida, o que significa procurar e encontrar a vontade de Deus a cada dia, para nós e para o nosso serviço, mesmo nas mais cruciais situações da existência humana.

Como ele mesmo nos disse, a renúncia do papa não é, de maneira alguma, um abandono nem da missão recebida, nem dos fiéis. É um continuar a confiar a Deus a Sua Igreja, na firme esperança de que Ele continuará a dirigi-la. Com humildade e serenidade, Bento XVI afirma que "tentou fazer" todo o possível para servir bem à Igreja, uma Igreja que não é dele, mas de Deus, e que, pela continuidade da ação do Espírito, "vive, cresce e desperta nas almas".

Neste sentido, o legado do papa Bento é hoje, para todos, um convite à oração e à responsabilidade. Em primeiro lugar, naturalmente, para os cardeais, cujos deveres incluem a tarefa de eleger o sucessor, mas também, e não menos, para toda a Igreja, que deve acompanhar, na oração, o discernimento dos eleitores e também o anúncio do evangelho por parte do novo papa, que dever ser feito de forma eficaz "para o bem da Igreja e da humanidade", para levar a comunidade a uma fidelidade cada vez maior ao mesmo evangelho de Cristo. Nenhum papa pode fazer isto sozinho. Todos faremos isso junto com ele. O papa emérito continuará nos acompanhando e "trabalhando" para este fim. Foram estas as suas últimas palavras públicas: "com o seu coração, com o seu amor, com a sua oração, com a sua reflexão". Obrigado, papa Bento XVI.

publicado por portucalia às 16:19

Março 10 2012

Sabado, dia 10 de Março de 2012

Sábado da 2ª semana da Quaresma


Santo do dia : 
Quarenta Mártires de Sebaste, +320,  S. Macário de Jerusalém, patriarca, +335,  S. João Ogilvie, presbítero, mártir, +1615,  Santo Emiliano, pastor eremita, séc. VI 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
Bem-aventurado João Paulo II: «Um homem tinha dois filhos» 

Evangelho segundo S. Lucas 15,1-3.11-32.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se de Jesus para O ouvirem.
Mas os fariseus e os doutores da Lei murmuravam entre si, dizendo: «Este acolhe os pecadores e come com eles.» 
Jesus propôs-lhes, então, esta parábola: 
Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. 
O mais novo disse ao pai: 'Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.' E o pai repartiu os bens entre os dois. 
Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. 
Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações. 
Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. 
Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava. 
E, caindo em si, disse: 'Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! 
Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; 
já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.' 
E, levantando-se, foi ter com o pai. Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. 
O filho disse-lhe: 'Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.' 
Mas o pai disse aos seus servos: 'Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. 
Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, 
porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.' E a festa principiou. 
Ora, o filho mais velho estava no campo. Quando regressou, ao aproximar-se de casa ouviu a música e as danças. 
Chamou um dos servos e perguntou-lhe o que era aquilo. 
Disse-lhe ele: 'O teu irmão voltou e o teu pai matou o vitelo gordo, porque chegou são e salvo.' 
Encolerizado, não queria entrar; mas o seu pai, saindo, suplicava-lhe que entrasse. 
Respondendo ao pai, disse-lhe: 'Há já tantos anos que te sirvo sem nunca transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito para fazer uma festa com os meus amigos; 
e agora, ao chegar esse teu filho, que gastou os teus bens com meretrizes, mataste-lhe o vitelo gordo.' 
O pai respondeu-lhe: 'Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 
Mas tínhamos de fazer uma festa e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; estava perdido e foi encontrado.'» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - 
www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Bem-aventurado João Paulo II 
Exortação apostólica «Reconciliação e penitência», §§ 5-6 (trad. © Libreria Editrice Vaticana) 

«Um homem tinha dois filhos»

O homem — cada um dos homens — é este filho pródigo: fascinado pela tentação de se separar do Pai para viver de modo independente a própria existência; caído na tentação; desiludido do nada que, como miragem, o tinha deslumbrado; sozinho, desonrado e explorado no momento em que tenta construir um mundo só para si; atormentado, mesmo no mais profundo da própria miséria, pelo desejo de voltar à comunhão com o Pai. Como o pai da parábola, Deus fica à espreita do regresso do filho, abraça-o à sua chegada e põe a mesa para o banquete do novo encontro, com que se festeja a reconciliação.


Mas a parábola faz entrar em cena também o irmão mais velho, que se recusa a ocupar o seu lugar no banquete. Reprova ao irmão mais novo os seus extravios e ao pai o acolhimento que lhe dispensou, enquanto a ele, morigerado e trabalhador, fiel ao pai e à casa, nunca foi permitido — diz ele — fazer uma festa com os amigos. Sinal de que não compreende a bondade do pai. Enquanto este irmão, demasiado seguro de si mesmo e dos próprios méritos, ciumento e desdenhoso, cheio de azedume e de raiva, não se converteu e se reconciliou com o pai e com o irmão, o banquete ainda não era, no sentido pleno, a festa do encontro e do convívio recuperado. 


O homem — cada um dos homens — é também este irmão mais velho. O egoísmo torna-o ciumento, endurece-lhe o coração, cega-o e leva-o a fechar-se aos outros e a Deus. [...]


A parábola do filho pródigo é, antes de mais, a história inefável do grande amor de um Pai. [...] E ao evocar, na figura do irmão mais velho, o egoísmo que divide os irmãos entre si, ela torna-se também a história da família humana. [...] Ela retrata a situação da família humana dividida pelos egoísmos, põe em evidência a dificuldade em secundar o desejo e a nostalgia de uma só família reconciliada e unida; apela para a necessidade de uma profunda transformação dos corações, pela redescoberta da misericórdia do Pai e pela vitória sobre a incompreensão e a hostilidade entre irmãos.


publicado por portucalia às 13:06

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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