PORTUCÁLIA

Agosto 05 2013

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 05 de Agosto de 2013

Segunda-feira da 18ª semana do Tempo Comum


Festa da Igreja : Nossa Senhora de ÁfricaNossa Senhora das Neves
Santo do dia : Santo Osvaldo, rei, +642 

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Beato João Paulo II : Tomou os cinco pães [...], ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu-os aos discípulos. 

Livro de Números 11,4b-15.

Naqueles dias, dissseram os filhos de Israel: «Quem nos dará carne para comer? 
Lembramo-nos do peixe que comíamos de graça no Egipto, dos pepinos, dos melões, dos alhos porros, das cebolas e dos alhos. 
Agora, a nossa garganta está seca; não há nada diante de nós senão maná.» 
O maná era como a semente do coentro e o seu aspecto como o bdélio. 
O povo espalhava-se a apanhá-lo e moía-o em moinhos ou pisava-o em almofarizes; cozia-o em panelas e fazia bolos; tinha o sabor de tortas com gordura de azeite. 
Quando o orvalho caía de noite sobre o acampamento, o maná também caía. 
Moisés ouviu o povo chorar agrupado por famílias, cada uma à entrada da sua tenda. Mas a ira do Senhor inflamou-se muito e Moisés sentiu o mal perto de si. 
Então Moisés falou ao Senhor: «Porque atormentas o teu servo? Porque é que não encontrei graça diante de ti, a ponto de pores todo este povo como um peso sobre mim? 
Acaso fui eu que concebi todo este povo? Fui eu que o dei à luz, para me dizeres: ‘Leva-o ao colo, como a ama leva a criança de peito, até à terra que prometeste a seus pais?’ 
Onde arranjarei carne para dar a todo este povo que chora junto de mim, dizendo: ‘Dá-nos carne para comer!’ 
Eu sozinho não consigo suportar todo este povo, porque é demasiado pesado para mim! 
Se me queres tratar assim, dá-me antes a morte; se encontrei graça diante de ti, que eu não veja mais a minha desgraça!» 


Evangelho segundo S. Mateus 14,13-21.

Naquele tempo, quando Jesus ouviu que João Baptista tinha sido morto, retirou-Se dali sozinho num barco, para um lugar deserto; mas o povo, quando soube, seguiu-O a pé, desde as cidades. 
Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e, cheio de misericórdia para com ela, curou os seus enfermos. 
Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se dele e disseram-lhe: «Este sítio é deserto e a hora já vai avançada. Manda embora a multidão, para que possa ir às aldeias comprar alimento.» 


Mas Jesus disse-lhes: «Não é preciso que eles vão; dai-lhes vós mesmos de comer.» 
Responderam: «Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.» 
«Trazei-mos cá» disse Ele. 
E, depois de ordenar à multidão que se sentasse na relva, tomou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu os aos discípulos, e estes distribuíram-nos pela multidão. 
Todos comeram e ficaram saciados; e, com o que sobejou, encheram doze cestos. 
Ora, os que comeram eram uns cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário do dia: 

Beato João Paulo II (1920-2005), papa 
Encíclica «Ecclesia de Eucharistia», §§ 3-5 (trad. © Libreria Editrice Vaticana) 

Tomou os cinco pães [...], ergueu os olhos ao céu e pronunciou a bênção; partiu, depois, os pães e deu-os aos discípulos.


Do mistério pascal nasce a Igreja. Por isso mesmo a Eucaristia, que é o sacramento por excelência do mistério pascal, está colocada no centro da vida eclesial. Isto é visível desde as primeiras imagens da Igreja que nos dão os Actos do Apóstolos: «Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão, e às orações» (2, 42). Na «fracção do pão», é evocada a Eucaristia. Dois mil anos depois, continuamos a realizar aquela imagem primordial da Igreja. E, ao fazê-lo na celebração eucarística, os olhos da alma voltam-se para o Tríduo Pascal: para o que se realizou na noite de Quinta-feira Santa, durante a Última Ceia, e nas horas sucessivas. […] A agonia no Getsémani foi o prelúdio da agonia na cruz de Sexta-feira Santa: a hora santa, a hora da redenção do mundo […] a hora da glorificação. Até àquele lugar e àquela hora se deixa transportar em espírito cada presbítero ao celebrar a Santa Missa, juntamente com a comunidade cristã que nela participa. […]Mysterium fidei! - «Mistério da fé!». Quando o sacerdote pronuncia ou canta estas palavras, os presentes aclamam: «Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!». Com estas palavras ou outras semelhantes, a Igreja, ao mesmo tempo que apresenta Cristo no mistério da sua Paixão, revela também o seu próprio mistério: «Ecclesia de Eucharistia». Se é com o dom do Espírito Santo, no Pentecostes, que a Igreja nasce e se encaminha pelas estradas do mundo, um momento decisivo da sua formação foi certamente a instituição da Eucaristia no Cenáculo. O seu fundamento e a sua fonte é todo o Triduum Paschale, mas este está de certo modo guardado, antecipado e «concentrado» para sempre no dom eucarístico. Neste, Jesus Cristo entregava à Igreja a actualização perene do mistério pascal.



publicado por portucalia às 22:59

Agosto 01 2013

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quinta-feira, dia 01 de Agosto de 2013

Quinta-feira da 17ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo Afonso Maria de Ligório, bispo, Doutor da Igreja, +1787 

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Bento XVI: Puxam-na para a praia 

Livro de Êxodo 40,16-21.34-38.

Naqueles dias, Moisés obedeceu; fez tudo quanto o Senhor lhe ordenara. 
No primeiro dia do primeiro mês do segundo ano, foi erigido o santuário. 
Moisés erigiu o santuário: assentou as bases, as pranchas, as travessas e ergueu as colunas; 
estendeu a tenda sobre o santuário e, por cima, a cobertura da tenda, como o Senhor lhe tinha ordenado. 
Tomou o testemunho e depositou-o na Arca; meteu os varais na Arca, sobre a qual colocou o propiciatório. 
Transportou a Arca para o santuário, fixando o véu de protecção, para vedar o acesso à Arca do testemunho, como o Senhor lhe tinha ordenado. 
Então, a nuvem cobriu a tenda da reunião, e a majestade do Senhor encheu o santuário. 
Moisés já não pôde entrar na tenda da reunião, porque a nuvem pairava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o santuário. 
Quando a nuvem se retirava de cima do santuário, os filhos de Israel partiam de viagem, 
e quando a nuvem não se retirava, não partiam, até ao instante em que ela se elevava. 
Porque uma nuvem do Senhor cobria o santuário durante o dia, e um fogo brilhava ali durante a noite, aos olhos de toda a casa de Israel, em todas as suas caminhadas. 


Evangelho segundo S. Mateus 13,47-53.

Naquele tempo, dise Jesus à multidão: «O Reino do Céu é ainda semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. 
Logo que ela se enche, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e e

scolhem os bons para as canastras, e os ruins, deitam-nos fora. 
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus do meio dos justos, 
para os lançarem na fornalha ardente: ali haverá choro e ranger de dentes.» 
«Compreendestes tudo isto?» «Sim» responderam eles. 
Jesus disse-lhes, então: «Por isso, todo o doutor da Lei instruído acerca do Reino do Céu é semelhante a um pai de família, que tira coisas novas e velhas do seu tesouro.» 
Depois de terminar estas parábolas, Jesus partiu dali. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário do dia: 

Bento XVI, papa de 2005 a 2013 
Encíclica «Spe Salvi», §§ 45-46 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana) 

Puxam-na para a praia


Com a morte, a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva; esta sua vida está diante do Juiz. A sua opção, que tomou forma ao longo de toda a vida, pode ter caracteres diversos. Pode haver pessoas que destruíram totalmente em si próprias o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor; pessoas nas quais tudo se tornou mentira; pessoas que viveram para o ódio e espezinharam o amor em si mesmas. Trata-se de uma perspectiva terrível, mas algumas figuras da nossa mesma história deixam entrever, de forma assustadora, perfis deste género. Em tais indivíduos, não haveria nada de remediável e a destruição do bem seria irrevogável: é já isto que se indica com a palavra «inferno». Por outro lado, podem existir pessoas puríssimas, que se deixaram penetrar inteiramente por Deus e, consequentemente, estão totalmente abertas ao próximo – pessoas em quem a comunhão com Deus orienta desde já todo o seu ser e cuja chegada a Deus apenas leva a cumprimento aquilo que já são.Mas, segundo a nossa experiência, nem um nem outro são o caso normal da existência humana. Na maioria dos homens – como podemos supor – perdura no mais profundo da sua essência uma derradeira abertura interior para a verdade, para o amor, para Deus. Nas opções concretas da vida, porém, aquela é sepultada sob repetidos compromissos com o mal. […] O que acontece a tais indivíduos quando comparecem diante do Juiz? Será que todas as coisas imundas que acumularam na sua vida se tornarão de repente irrelevantes? Ou acontecerá algo de diverso? São Paulo, na Primeira Carta aos Coríntios, dá-nos uma ideia da distinta repercussão do juízo de Deus sobre o homem, conforme as suas condições. […] «Se alguém edifica sobre este fundamento com ouro, prata, pedras preciosas, madeiras, feno ou palha, a obra de cada um ficará patente, pois o dia do Senhor a fará conhecer. Pelo fogo será revelada, e o fogo provará o que vale a obra de cada um. Se a obra construída subsistir, o construtor receberá a paga. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá a perda. Ele, porém, será salvo, como que através do fogo» (3,12-15).



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Julho 29 2013

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 29 de Julho de 2013

Santa Marta


Santo do dia : Santa Marta, amiga de JesusSantos Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor 

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Santo Agostinho : «Uma mulher chamada Marta recebeu Jesus em sua casa» 

1ª Carta de S. João 4,7-16.

Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus; e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus. 
Aquele que não ama não chegou a conhecer a Deus, pois Deus é amor. 
E o amor de Deus manifestou-se desta forma no meio de nós: Deus enviou ao mundo o seu Filho Unigénito, para que, por Ele, tenhamos a vida. 
É nisto que está o amor: não fomos nós que amámos a Deus, mas foi Ele mesmo que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de expiação pelos nossos pecados. 
Caríssimos, se Deus nos amou assim, também nós devemos amar-nos uns aos outros. 
A Deus nunca ninguém o viu; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e o seu amor chegou à perfeição em nós. 
Damos conta de que permanecemos nele, e Ele em nós, por nos ter feito participar do seu Espírito. 
Nós o contemplámos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 
Quem confessar que Jesus Cristo é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. 
Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus nele. 


Evangelho segundo S. João 11,19-27.

Naquele tempo, muitos judeus tinham ido visitar Marta e Maria para lhes darem os pêsames pelo seu irmão. 
Logo que Marta ouviu dizer que Jesus estava a chegar, saiu a recebê-lo, enquanto Maria ficou sentada em casa. 
Marta disse, então, a Jesus: «Senhor, se Tu cá estivesses, o meu irmão não teria morrido. 
Mas, ainda agora, eu sei que tudo o que pedires a Deus, Ele to concederá.» 
Disse-lhe Jesus: «Teu irmão ressuscitará.» 


Marta respondeu-lhe: «Eu sei que ele há-de ressuscitar na ressurreição do último dia.» 
Disse-lhe Jesus: «Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, mesmo que tenha morrido, viverá. 
E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá para sempre. Crês nisto?» 
Ela respondeu-lhe: «Sim, ó Senhor; eu creio que Tu és o Cristo, o Filho de Deus que havia de vir ao mundo.» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário do dia: 

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 
Sermão 103, 1.5; PL 38, 613 (trad. breviário 29/07) 

«Uma mulher chamada Marta recebeu Jesus em sua casa»


«O que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes» (Mt 25,40). […] Tu, Marta –, com tua licença o direi, e bendita sejas pelos teus bons serviços – buscas o descanso como recompensa do teu trabalho. Agora estás ocupada com muitos serviços, queres alimentar os corpos que são mortais, embora de pessoas santas. Porventura, quando chegares à outra pátria, poderás encontrar um peregrino a quem hospedar, um faminto com quem repartir o pão, um sequioso a quem dar de beber, um doente a quem visitar, algum litigante a quem reconciliar, algum morto a quem sepultar? 


Lá, não haverá nada disso. Que haverá então? O que Maria escolheu: lá, seremos alimentados e não daremos alimento. Lá, há-de cumprir-se em plenitude aquilo que Maria aqui escolheu: daquela mesa opulenta, ela recolhia as migalhas da Palavra do Senhor. Quereis saber o que haverá lá? O próprio Senhor o diz a respeito dos seus servos: «Em verdade vos digo, que ele os mandará sentar à mesa e, passando no meio deles, os servirá» (Lc 12,37).

publicado por portucalia às 15:48

Julho 28 2013

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Domingo, dia 28 de Julho de 2013

17º Domingo do Tempo Comum - Ano C


Festa da Igreja : Décimo Sétimo Domingo do Tempo Comum
Santo do dia : S. Vítor I, papa, +199Beata Maria Teresa Kowalska, virgem e mártir, +1941 

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Juliana de Norwich : «Batei e abrir-se-vos-á» 

Livro de Génesis 18,20-32.

Naqueles dias, disse o Senhor: «O clamor de Sodoma e Gomorra é imenso e o seu pecado agrava-se extremamente. 
Vou descer a fim de ver se, na realidade, a conduta deles corresponde ao brado que chegou até mim. E se não for assim, sabê-lo-ei.» 
Os homens partiram dali, e encaminharam-se para Sodoma. Abraão, porém, continuava ainda na presença do Senhor. 
Abraão aproximou-se e disse: «E será que vais exterminar, ao mesmo tempo, o justo com o culpado? 
Talvez haja cinquenta justos na cidade; matá-los-ás a todos? Não perdoarás à cidade, por causa dos cinquenta justos que nela podem existir? 
Longe de ti proceder assim e matar o justo com o culpado, tratando-os da mesma maneira! Longe de ti! O juiz de toda a Terra não fará justiça?» 
O Senhor disse: «Se encontrar em Sodoma cinquenta justos perdoarei a toda a cidade, por causa deles.» 
Abraão prosseguiu: «Pois que me atrevi a falar ao meu Senhor, eu que sou apenas cinza e pó, continuarei. 
Se, por acaso, para cinquenta justos faltarem cinco, destruirás toda a cidade, por causa desses cinco homens?» O Senhor respondeu: «Não a destruirei, se lá encontrar quarenta e cinco justos.» 
Abraão insistiu ainda e disse: «Talvez não se encontrem nela mais de quarenta.» O Senhor disse: «Não destruirei a cidade, em atenção a esses quarenta.» 
Abraão voltou a dizer: «Que o Senhor não se irrite, por eu continuar a insistir. Talvez lá se encontrem trinta justos.» O Senhor respondeu: «Se lá encontrar trinta justos, não o farei.» 
Abraão prosseguiu: «Perdoa, meu Senhor, a ousadia que tenho de te falar. Talvez não se encontrem lá mais de vinte justos.» O Senhor disse: «Em atenção a esses vinte justos, não a destruirei.» 
Abraão insistiu novamente: «Que o meu Senhor não se irrite; não falarei, porém, mais do que esta vez. Talvez lá não se encontrem senão dez.» E Deus respondeu: «Em atenção a esses dez justos, não a destruirei.» 


Carta aos Colossenses 2,12-14.

Irmãos: Sepultados com Ele no Baptismo, foi também com Ele que fostes ressuscitados, pela fé que tendes no poder de Deus, que O ressuscitou dos mortos. 
A vós, que estáveis mortos pelas vossas faltas e pela incircuncisão da vossa carne, Deus deu-vos a vida juntamente com Ele: perdoou-nos todas as nossas faltas, 
anulou o documento que, com os seus decretos, era contra nós; aboliu-o inteiramente, e cravou-o na cruz. 


Evangelho segundo S. Lucas 11,1-13.

Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João também ensinou os seus discípulos.» 
Disse-lhes Ele: «Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; 
dá-nos o nosso pão de cada dia; 
perdoa os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixes cair em tentação.» 
Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo e for ter com ele a meio da noite e lhe disser: 'Amigo, empresta-me três pães, 
pois um amigo meu chegou agora de viagem e não tenho nada para lhe oferecer', 
e se ele lhe responder lá de dentro: 'Não me incomodes, a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados; não posso levantar-me para tos dar'. 
Eu vos digo: embora não se levante para lhos dar por ser seu amigo, ao menos, levantar-se-á, devido à impertinência dele, e dar-lhe-á tudo quanto precisar.» 
«Digo-vos, pois: Pedi e ser-vos-á dado; procurai e achareis; batei e abrir-se-vos-á; 
porque todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra, e ao que bate, abrir-se-á. 
Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? 
Ou, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? 


Pois se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que lho pedem!» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário do dia: 

Juliana de Norwich (1342-depois de 1416), mística inglesa 
Revelações do amor divino, cap. 41 

«Batei e abrir-se-vos-á»


Nosso Senhor fez-me uma revelação sobre a oração. Vi que ela assenta em duas condições: a rectidão e uma confiança firme. Muitas vezes, a nossa confiança não é total. Não temos a certeza de Deus nos escutar, pois pensamos que somos indignos e além disso não sentimos nada. Muitas vezes, depois de rezarmos, estamos tão secos e estéreis como estávamos antes. A nossa fraqueza vem desta consciência de sermos tontos, como eu própria a experimentei. Tudo isso, Nosso Senhor mo apresentou de repente ao espírito e disse-me: «Eu sou a origem da tua súplica. Primeiro, sou Eu que quero fazer-te esse dom, seguidamente faço de modo a que tu mesma o queiras. Incito-te a implorar e tu imploras: portanto, como é possível que não obtenhas o que pedes?» 


Nosso Senhor deu-me assim um grande conforto. […] Quando me disse: «e tu imploras», mostrou-me o grande prazer que Lhe dá a nossa súplica e a recompensa infinita que nos dará em resposta à nossa oração. Quando declarou: «como é possível que não obtenhas?», é como se fosse uma impossibilidade não recebermos a graça e a misericórdia, quando a pedimos. Com efeito, tudo o que Nosso Senhor nos leva a implorar, já o encomendou para nós eternamente. Por aqui podemos ver que não é a nossa súplica a causa da bondade que Ele nos testemunha […]: «Eu sou a origem da tua súplica». […] 


A oração é um acto deliberado, verdadeiro e perseverante da nossa alma, que se une e se liga à vontade de Nosso Senhor, por obra suave e secreta do Espírito Santo. Parece-me que Nosso Senhor começa por receber pessoalmente a nossa oração, tomando-a com grande reconhecimento e grande alegria, levando-a para o céu e depositando-a num tesouro onde ela jamais perecerá. Ela aí fica, em face de Deus e de todos os santos, continuamente acolhida, a ajudar-nos continuamente nas nossas necessidades. E, quando entrarmos na bem-aventurança, ser-nos-á devolvida, contribuindo para a nossa alegria, com um agradecimento infinito e glorioso da parte de Deus.

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Julho 25 2013

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Quinta-feira, dia 25 de Julho de 2013

S. Tiago, apóstolo – Festa


Santo do dia : S. Tiago Maior, apóstolo, mártirS. Cristóvão, mártir, séc. III 

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Santo Agostinho : «Podeis beber o cálice que Eu vou beber?» 

2ª Carta aos Coríntios 4,7-15.

Irmãos: Nós trazemos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que se veja que este extraordinário poder é de Deus e não é nosso. 
Em tudo somos atribulados, mas não esmagados; confundidos, mas não desesperados; 
perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não aniquilados. 
Trazemos sempre no nosso corpo a morte de Jesus, para que também a vida de Jesus seja manifesta no nosso corpo. 
Estando ainda vivos, estamos continuamente expostos à morte por causa de Jesus, para que a vida de Jesus seja manifesta também na nossa carne mortal. 
Assim, em nós opera a morte, e em vós a vida. 
Animados do mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: Acreditei e por isso falei, também nós acreditamos e por isso falamos, 
sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, também nos há-de ressuscitar com Jesus, e nos fará comparecer diante dele junto de vós. 
E tudo isto faço por vós, para que a graça, multiplicando-se na comunidade, faça aumentar a acção de graças, para a glória de Deus. 


Evangelho segundo S. Mateus 20,20-28.

Naquele tempo, aproximou-se então de Jesus a mãe dos filhos de Zebedeu, com os seus filhos, e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer um pedido. 
«Que queres?» perguntou-lhe Ele. Ela respondeu: «Ordena que estes meus dois filhos se sentem um à tua direita e o outro à tua esquerda, no teu Reino.» 
Jesus retorquiu: «Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que Eu estou para beber?» Eles responderam: «Podemos.» 
Jesus replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence a mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.» 
Ouvindo isto, os outros dez ficaram indignados com os dois irmãos. 
Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. 
Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem ent

re vós quiser fazer se grande, seja o vosso servo; e 
quem, no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 
Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário do dia: 

Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (Norte de África), doutor da Igreja 
Sermão para a consagração de um bispo, Guelferbytanus nº 32; PLS 2, 637 

«Podeis beber o cálice que Eu vou beber?»


«Cristo deu a sua vida por nós, e nós também devemos dar a nossa vida pelos nossos irmãos» (1Jo 3,16). […] Jesus disse a Pedro: «Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as tuas mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres» (Jo 21,18). É a cruz que Ele lhe havia prometido, é a Paixão. «Sobe, diz o Senhor, apascenta as minhas ovelhas, sofre pelas minhas ovelhas.» É assim que deve ser um bom bispo. Se não o for, não será bispo. […] 


Ouve outro testemunho. Dois dos seus discípulos, os irmãos João e Tiago, filhos de Zebedeu, aspiravam aos primeiros lugares. […] O Senhor respondeu-lhes: «Não sabeis o que pedis.» E acrescentou: «Podeis beber o cálice que Eu vou beber?» E que cálice era esse, senão o da Paixão? […] E eles, ávidos de honras, esquecidos da sua fraqueza, imediatamente dizem: «Podemos.» Ele replicou-lhes: «Na verdade, bebereis o meu cálice; mas, o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não Me pertence a Mim concedê-lo: é para quem meu Pai o tem reservado.» […] Deu assim prova da sua humildade; na verdade, tudo o que o Pai prepara é também preparado pelo Filho. […] Ele veio humilde: Ele, o Criador, foi criado entre nós; Ele, que nos fez, foi feito para nós. Deus antes do tempo, homem no tempo, libertou o homem do tempo. Este grande médico veio curar o nosso cancro […]; veio curar o próprio orgulho pelo seu exemplo. 


É a isso que devemos estar atentos no Senhor: olhemos a sua humildade, bebamos o cálice da sua humildade, aprendamos dele, contemplemo-Lo. É fácil ter pensamentos nobres, é fácil apreciar as honras, é fácil ouvir os aduladores e os que nos elogiam. Mas ouvir insultos, suportar pacientemente as humilhações, orar por aqueles que nos ofendem (Mt 5,39-44), isso é o cálice do Senhor, isso é o banquete do Senhor.



publicado por portucalia às 17:51

Abril 10 2012

 

 

 

 

Terça-feira, dia 10 de Abril de 2012

3ª-FEIRA NA OITAVA DA PÁSCOA


Santo do dia : Ezequiel, profeta,  Santo António Neyrot, mártir, +1460,  Beato Bonifácio Zukowski, presbítero, mártir, 1942 

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São Máximo de Turim : «Vai ter com os Meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o Meu Pai, que é vosso Pai'» 

Evangelho segundo S. João 20,11-18.

Naquele tempo, Maria Madalena estava junto ao túmulo, da parte de fora, a chorar. Sem parar de chorar, debruçou-se para dentro do túmulo, 
e contemplou dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha estado o corpo de Jesus, um à cabeceira e o outro aos pés. 
Perguntaram-lhe: «Mulher, porque choras?» E ela respondeu: «Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram.» 
Dito isto, voltou-se para trás e viu Jesus, de pé, mas não se dava conta que era Ele. 
E Jesus disse-lhe: «Mulher, porque choras? Quem procuras?» Ela, pensando que era o encarregado do horto, disse-lhe: «Senhor, se foste tu que o tiraste, diz-me onde o puseste, que eu vou buscá-lo.» 
Disse-lhe Jesus: «Maria!» Ela, aproximando-se, exclamou em hebraico: «Rabbuni!» que quer dizer: «Mestre!» 
Jesus disse-lhe: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai; mas vai ter com os meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o meu Pai, que é vosso Pai, para o meu Deus, que é vosso Deus.'» 
Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos: «Vi o Senhor!» E contou o que Ele lhe tinha dito. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São Máximo de Turim (? – c. 420), bispo 
Sermão 39 a 

«Vai ter com os Meus irmãos e diz-lhes: 'Subo para o Meu Pai, que é vosso Pai'»

Depois da Ressurreição, Maria Madalena, imaginando-O prisioneiro da terra, vai ao sepulcro à procura do Senhor, esquecida da Sua promessa de regressar dos mortos ao terceiro dia. [...] A sua fé humilde mas ignorante leva-a a procurar aquilo que não sabe e a esquecer aquilo que aprendeu; está pronta para a adoração mas a sua fé é ainda imperfeita. Está mais preocupada com as feridas que o Senhor sofreu na Sua carne do que com a glória da Sua Ressurreição. Chora porque ama a Cristo e aflige-se por não encontrar o Seu corpo, pois imagina morto Aquele que já reinava. [...]


Assim, à bem-aventurada Madalena foi feita a censura de demorar a crer (Lc 24,5ss), pois tarde havia reconhecido o Senhor. Por isso lhe diz o Salvador: «Não me detenhas, pois ainda não subi para o Pai» [...], ou seja, porque queres tocar-Me, tu, que ao procurar-Me por entre os túmulos, não crês que Eu tenha subido para junto do Pai, tu, que ao procurar-Me nos infernos, duvidas de que Eu tenha regressado ao Céu, tu, que ao procurar-Me entre os mortos, não esperas ver-Me vivo à direita do Pai? E por isso lhe diz: «Ainda não subi para o Pai», quer dizer, para ti ainda não subiu para o Pai Aquele que a tua fé ainda retém no sepulcro. [...]


Por isso, quem quiser tocar o Senhor deve de antemão, na sua fé, colocá-Lo à direita de Deus, e o seu coração, em vez de O procurar entre os mortos, deve tê-Lo no Céu, uma vez que o Senhor subiu para o Pai e está sempre com o Pai: «o Verbo estava em Deus,
e o Verbo era Deus» (Jo 1,1). São Paulo ensina-nos como procurar o Salvador no Céu, ao dizer: «procurai as coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus» (Cl 3,1); e, para que não façamos como Maria Madalena, acrescenta: «aspirai às coisas do alto e não às coisas da terra» (Cl 3,2). Assim, se quisermos encontrar o Salvador e tocá-Lo, não é nem na terra nem debaixo dela, segundo a carne, que devemos indagar por Ele, mas na glória da divina majestade.

publicado por portucalia às 15:22

Março 28 2012

Este quadro de Caravaggio é um dos mais belos e inspiradores que pintou. A cena é narrada no Evangelho de Lucas, 24, 13. Iam aqueles judeus comentando o que havia acontecido em Jerusalém quando Jesus, sem ser reconhecido, passa a caminhar com eles e pergunta sobre o que conversavam. Os caminhantes ficam surpresos que ele não tivesse conhecimento da crucificação de um homem bom e justo. A noite se aproxima e Jesus faz menção de continua a caminhada. Os homens o convidam a ficar e entram numa hospedaria no lugarejo de Emaús para comerem algumas coisas. Jesus aceita o convite e assenta-se à mesa. O pão e o vinho são servidos pelo hospedeiro. Jesus pega o pão, abençoa-o e só neste momento é que os caminhantes reconhecem quem era aquele homem. Na vida da gente acontece muito disto. Caminhamos boa parte da vida sem ver que Jesus está do nosso lado. Felizes são aqueles que quando recebem a Eucaristia reconhecem Jesus e podem dizer " Fica conosco. A noite já vem e não temos para onde ir. "

publicado por portucalia às 22:38

Março 09 2012

Sexta-feira, dia 09 de Março de 2012

Sexta-feira da 2ª semana da Quaresma


Santo do dia : S. Domingos Sávio, jovem religioso, +1857,  Santa Francisca Romana, viúva, +1440 

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São Máximo de Turim : Dar fruto 

Evangelho segundo S. Mateus 21,33-43.45-46.

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: «Escutai outra parábola: Um chefe de família plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar, construiu uma torre, arrendou-a a uns vinhateiros e ausentou-se para longe. 
Quando chegou a época das vindimas, enviou os seus servos aos vinhateiros, para receberem os frutos que lhe pertenciam. 
Os vinhateiros, porém, apoderaram-se dos servos, bateram num, mataram outro e apedrejaram o terceiro. 
Tornou a mandar outros servos, mais numerosos do que os primeiros, e trataram-nos da mesma forma. 
Finalmente, enviou-lhes o seu próprio filho, dizendo: 'Hão-de respeitar o meu filho.’ 
Mas os vinhateiros, vendo o filho, disseram entre si: 'Este é o herdeiro. Matemo-lo e ficaremos com a sua herança.’ 
E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 
Ora bem, quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 
Eles responderam-lhe: «Dará morte afrontosa aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida.» 
Jesus disse-lhes: «Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram transformou-se em pedra angular? Isto é obra do Senhor e é admirável aos nossos olhos? 
Por isso vos digo: O Reino de Deus ser-vos-á tirado e será confiado a um povo que produzirá os seus frutos. 
Os sumos sacerdotes e os fariseus, ao ouvirem as suas parábolas, compreenderam que eram eles os visados. 
Embora procurassem meio de o prender, temeram o povo, que o considerava profeta. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São Máximo de Turim (?-c. 420), bispo 
Sermão para festa de São Cipriano; CC Sermão 11, p.38; PL 57, 687 

Dar fruto

«A vinha do Senhor do universo, diz o profeta, é a casa de Israel» (Is 5,7). Ora, tal casa somos nós [...] e como nós somos Israel, somos a vinha. Zelemos pois por que não nos nasçam dos sarmentos, em vez de uvas de doçura, uvas de ira (Ap 14, 19), para que não nos digam [...]: «Porque é que, esperando Eu que desse boas uvas, apenas produziu agraços?» (Is 5,4). Terra ingrata! Ela, que deveria oferecer a seu dono frutos de doçura, trespassou-o com agudos espinhos. De igual forma os Seus inimigos, que deveriam ter acolhido o Salvador com toda a devoção da sua fé, coroaram-n'O com os espinhos da Paixão. Para eles essa coroa significava ultraje e injúria, mas aos olhos do Senhor, era a coroa das virtudes. [...]

Tende cautela, irmãos, para que não seja dito acerca dessa terra que vós sois: «Esperou que lhe desse boas uvas, mas ela só produziu agraços» (Is 5,2) [...]. Tenhamos cautela, para que as nossas más acções não firam, quais espinhos, a cabeça do Senhor. Foram os espinhos do coração que feriram a palavra de Deus, como diz o Senhor no evangelho quando conta que o grão do semeador caiu entre os espinhos, e que estes cresceram e sufocaram o que tinha sido semeado (Mt 13,7). [...] Velai portanto para que a vossa vinha não dê espinhos em vez de uvas; para que a vossa vindima não produza vinagre em vez de vinho. Todo aquele que faz vindima sem dela dar aos pobres recolhe vinagre e não vinho; e aquele que enceleira as suas colheitas de trigo sem delas distribuir aos indigentes, não é o fruto da esmola que põe de reserva, mas os cardos da avareza.

publicado por portucalia às 14:28

Março 08 2012

Quinta-feira da 2ª da Quaresma

 

 



Santo do dia : S. João de Deus, religioso, fundador, +1550,  S. João de Ávila, confessor, doutor da Igreja, +1569 

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São Nersés Snorhali : «Ergueu os olhos» 

Evangelho segundo S. Lucas 16,19-31.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho fino e fazia todos os dias esplêndidos banquetes. 
Um pobre, chamado Lázaro, jazia ao seu portão, coberto de chagas. 
Bem desejava ele saciar-se com o que caía da mesa do rico; mas eram os cães que vinham lamber-lhe as chagas. 
Ora, o pobre morreu e foi levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 
Na morada dos mortos, achando-se em tormentos, ergueu os olhos e viu, de longe, Abraão e também Lázaro no seu seio. 
Então, ergueu a voz e disse: 'Pai Abraão, tem misericórdia de mim e envia Lázaro para molhar em água a ponta de um dedo e refrescar-me a língua, porque estou atormentado nestas chamas.' 
Abraão respondeu-lhe: 'Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado. 
Além disso, entre nós e vós há um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós.' 
O rico insistiu: 'Peço-te, pai Abraão, que envies Lázaro à casa do meu pai, pois tenho cinco irmãos; 
que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento.' 
Disse lhe Abraão: 'Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam!' 
Replicou-lhe ele: 'Não, pai Abraão; se algum dos mortos for ter com eles, hão-de arrepender-se.' 
Abraão respondeu-lhe: 'Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos.'» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São Nersés Snorhali (1102-1173), patriarca arménio 
Jesus, Filho Único do Pai, 624ss. 

«Ergueu os olhos»

Como o rico que amava a vida de prazeres, 
Eu amei os prazeres efémeros, 
Com este meu corpo animal, 
Nos prazeres insensatos. [...] 


E, de tantas benfeitorias 
Que me deste gratuitamente, 
Não Te devolvi o dízimo 
Que de Ti tinha recebido. 

Mas tudo o que estava sob o meu tecto 
Feito de terra, ar e mar, 
As Tuas benfeitorias inumeráveis, 
Pensava que eram propriedade minha. 


De tudo isso nada dei ao pobre 
E para as suas necessidades nada pus de lado: 
Nem comida, para o esfomeado 
Nem roupa, para o corpo nu. 


Nem abrigo, para o indigente, 
Nem morada, para o hóspede estrangeiro, 
Nem visitei os doentes, 
Nem cuidei dos prisioneiros (cf Mt 25,31ss). 


Não me entristeci com a tristeza 
do homem triste, por causa do que lhe pesava; 
Nem partilhei a alegria do homem feliz 
Mas ardi de inveja dele. 


Todos eles são outros Lázaros [...]
Que jazem à minha porta. [...]
Quanto a mim, surdo ao seu apelo, 
Não lhes dei as migalhas da minha mesa. [...] 


Lá fora, pelo menos, os cães da Tua lei 
consolavam-nos com a língua; 
E eu, que ouvia o Teu mandamento, 
Com a língua feri aquele que se Te assemelhava (cf. Mt 25,45). [...]


Mas dá-me aqui na terra arrependimento, 
Para que faça penitência pelos meus pecados. [...] 
Para que as minhas lágrimas parem 
A fornalha ardente e as suas chamas. [...]


E, em vez da conduta de um homem sem misericórdia, 
Estabelece, no mais fundo de mim, a piedade misericordiosa, 
Para que, ao praticar a misericórdia com o pobre, 
Eu possa obter misericórdia.

publicado por portucalia às 22:36

Fevereiro 25 2012

 

 

 

 

 

Evangelho segundo S. Lucas 5,27-32.

Naquele tempo, Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado no posto de cobrança, e disse-lhe: «Segue-me.» 
E ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-o. 
Levi ofereceu-lhe, em sua casa, um grande banquete; e encontravam-se com eles, à mesa, grande número de cobradores de impostos e de outras pessoas. 
Os fariseus e os doutores da Lei murmuravam, dizendo aos discípulos: «Porque comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?» 
Jesus tomou a palavra e disse-lhes: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os que estão doentes. 
Não foram os justos que Eu vim chamar ao arrependimento, mas os pecadores.» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São Cirilo de Jerusalém (313-350), bispo de Jerusalém e doutor da Igreja 
Catequeses baptismais, n°1 

«E ele, deixando tudo, levantou-se e seguiu-O»: a Quaresma conduz ao baptismo

Vós sois catecúmenos, sois aqueles que se preparam para o baptismo, discípulos da Nova Aliança e já participantes dos mistérios de Cristo, pelo chamamento e também pela graça. Foi-vos dado «um coração novo e um espírito novo» (Ez 18,31), para alegria dos habitantes dos céus. Se efectivamente, de acordo com o Evangelho, a conversão de um só pecador provoca esta alegria (Lc 15,7), quanto mais a salvação de tantas almas não incitará ao júbilo dos habitantes dos céus?
Empreendestes uma boa e muito bela viagem: aplicai-vos a percorrer o caminho com fervor. O Filho Único de Deus está pronto a resgatar-vos: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, que Eu hei-de aliviar-vos» (Mt 11,28). Vós que soçobrais sob o pecado, presos pelas cadeias das vossas faltas, ouvi o que diz a voz de um profeta: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas acções» (Is 1,16), para que o coro dos anjos vos apregoe: «Feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o pecado» (Sl 31,1) Vós que acabais precisamente de acender as lâmpadas da fé, que as vossas mãos diligentes guardem a chama, de modo que Aquele que, na nossa santíssima colina do Gólgota, abriu pela fé o paraíso ao ladrão (Lc 23,43), vos conceda cantar o cântico nupcial.

Se alguém é escravo do pecado, que se prepare, através da fé baptismal, para o novo nascimento que fará dele um homem livre, um dos filhos de adopção. Que abandone a lamentável escravidão dos seus pecados para adquirir a bem-aventurada escravidão do Senhor. [...] Adquiri pela fé «os primeiros dons do Espírito Santo» (2Co 5,5) a fim de poderdes ser recebidos na morada eterna; recebei o sacramento que vos marcará, tornando-vos íntimos do Mestre.

publicado por portucalia às 15:31

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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