PORTUCÁLIA

Maio 20 2013

EVANGELHO QUOTIDIANO

"Senhor, a quem iremos? Tu tens palavras de vida eterna". João 6, 68


Segunda-feira, dia 20 de Maio de 2013

Segunda-feira da 7ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : São Bernardino de Sena, presbítero, +1444,  Santo Arcângelo Tadini, presbítero, fundador, +1912 

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Beato Charles de Foucauld : «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» 

Livro de Eclesiástico 1,1-10.

Toda a sabedoria vem do Senhor e permanece junto dele para sempre. 
A areia dos mares, as gotas da chuva, os dias da eternidade, quem os poderá contar? 
A altura do céu, a extensão da terra, o abismo e a sabedoria, quem os poderá medir? 
A sabedoria foi criada antes de todas as coisas, e a luz da inteligência, desde a eternidade. 
A fonte da sabedoria é a palavra de Deus nos céus; os seus caminhos são os mandamentos eternos. 
A quem foi revelada a raiz da sabedoria, e quem pode discernir os seus planos? 
A quem foi manifestada a ciência da sabedoria? E quem pode compreender a riqueza dos seus caminhos? 
Só há um sábio, sumamente temível: o que está sentado no seu trono. 
Foi o Senhor quem a criou, quem a viu e a mediu, e a difundiu sobre todas as suas obras, 
e por todos os homens, segundo a sua liberalidade, e a comunicou àqueles que o amam. O amor do Senhor é uma sabedoria gloriosa.Ele a comunica àqueles a quem se revela, para que o vejam. 


Evangelho segundo S. Marcos 9,14-29.

Naquele tempo, Jesus desceu do monte, com Pedro, Tiago e João. Ao chegarem junto dos outros discípulos, viram em torno deles uma grande multidão e uns doutores da Lei a discutirem com eles. 
Assim que viu Jesus, toda a multidão ficou surpreendida e acorreu a saudá-lo. 
Ele perguntou: «Que estais a discutir uns com os outros?» 
Alguém de entre a multidão disse-lhe: «Mestre, trouxe-te o meu filho que tem um espírito mudo. 
Quando se apodera dele, atira-o ao chão, e ele põe-se a espumar, a ranger os dentes e fica rígido. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram.» 
Disse Jesus: «Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos hei-de suportar? Trazei-mo cá.» 
E levaram-lho. Ao ver Jesus, logo o espírito sacudiu violentamente o jovem, e este, caindo por terra, começou a estrebuchar, deitando espuma pela boca. 
Jesus perguntou ao pai: «Há quanto tempo lhe sucede isto?» Respondeu: «Desde a infância; 
e muitas vezes o tem lançado ao fogo e à água, para o matar. Mas, se podes alguma coisa, socorre-nos, tem compaixão de nós.» 
«Se podes...! Tudo é possível a quem crê», disse-lhe Jesus. 
Imediatamente o pai do jovem disse em altos brados: «Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!» 
Vendo, Jesus, que acorria muita gente, ameaçou o espírito maligno, dizendo: «Espírito mudo e surdo, ordeno-te: sai do jovem e não voltes a entrar nele.» 
Dando um grande grito e sacudindo-o violentamente, saiu. O jovem ficou como morto, a ponto de a maioria dizer que tinha morrido. 
Mas, tomando-o pela mão, Jesus levantou-o, e ele pôs-se de pé. 
Quando Jesus entrou em casa, os discípulos perguntaram-lhe em particular: «Porque é que nós não pudemos expulsá-lo?» 
Respondeu: «Esta casta de espíritos só pode ser expulsa à força de oração.» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário do dia: 

Beato Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara 
Meditações sobre os Evangelhos 

«Eu creio! Ajuda a minha pouca fé!»

A virtude que Nosso Senhor recompensa, a virtude que Ele louva, é quase sempre a fé. Por vezes louva o amor, como com Madalena (Lc 7,47); por vezes a humildade, mas esses exemplos são raros; é quase sempre a fé que recebe Dele recompensa e louvores. Porquê? Sem dúvida porque a fé é, se não a mais alta virtude (a caridade ultrapassa-a), pelo menos a mais importante, pois é o fundamento de todas as outras, incluindo a caridade, e também porque é a mais rara.


Ter verdadeiramente fé, a fé que inspira todas as acções, essa fé sobrenatural que despoja o mundo da sua máscara e mostra Deus em todas as coisas; que faz desaparecer todos os impossíveis; que retira sentido às palavras de inquietação, de perigo, de medo; que faz com que se caminhe na vida com uma calma, uma paz e uma alegria profundas, como um menino levado pela mão da mãe; que conduz a alma a um desapego tão absoluto de todas as coisas sensíveis, cujo vazio e puerilidade detecta claramente; que proporciona uma tal confiança na oração, a confiança da criança que pede uma coisa boa a seu pai; essa fé que nos mostra que tudo o que não for agradar a Deus é mentira; essa fé que nos faz ver tudo a outra luz — os homens como imagens de Deus, que é preciso amar e venerar, como retratos do nosso Bem-Amado, a quem devemos fazer todo o bem possível; as outras criaturas, como coisas que devem, sem excepção, ajudar-nos a ganhar o céu, louvando a Deus, quer através delas quer privando-nos delas — essa fé que, deixando entrever a grandeza de Deus, nos faz ver a nossa pequenez; que nos leva a fazer sem hesitar, sem corar, sem temer, sem jamais recuar, tudo o que é agradável a Deus: oh como é rara essa fé! Meu Deus concede-ma! Meu Deus eu creio, mas aumenta a minha fé! Meu Deus, faz com que eu creia e ame.



publicado por portucalia às 14:01

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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