PORTUCÁLIA

Janeiro 17 2013

EU DEVIA ESTAR NO SEGUNDO ANO PRIMÁRIO NO GRUPO ESCOLAR RAUL SOARES.  ERA ALUNO DA PROFA. MARIA NETO.  DURANTE A  AULA CADA ALUNO IA NA FRENTE E MOSTRAVA COMO ESTAVA NA LEITURA.   CHEGOU A MINHA VEZ E  COUBE-ME LER ESTA POESIA DE OLAVO BILAC.  NUNCA ME ESQUECI DA BELEZA E DO CENÁRIO QUE O POETA CRIARA , MAS QUE EU RECONHECIA NA MINHA CIDADE.  HOJE, COM MAIS DE 70 ANOS,  ESTA POESIA VOLTA Á MINHA MEMÓRIA E ME DÁ MOMENTOS DE BELEZA E FELICIDADE.  VEJO O MENINO QUE  FUI COM A MINHA CALÇA E OS SUSPENSÓRIOS, A MERENDEIRA COM PÃO E GOIABADA E A SAUDADE DE UMA CENA QUE SE PROJETOU NA ETERNIDADE.  



Meio-dia 
por Olavo Bilac

Poema publicado em Poesias Infantis

 

Meio-dia. Sol a pino.
Corre de manso o regato.
Na igreja repica o sino;
Cheiram as ervas do mato.

Na árvore canta a cigarra;
Há recreio nas escolas:
Tira-se, numa algazarra,
A merenda das sacolas.

O lavrador pousa a enxada
No chão, descansa um momento,
E enxuga a fronte suada,
Contemplando o firmamento.

Nas casas ferve a panela
Sobre o fogão, nas cozinhas;
A mulher chega à janela,
Atira milho às galinhas.

Meio-dia! O sol escalda,
E brilha, em toda a pureza,
Nos campos cor de esmeralda,
E no céu cor de turquesa...

E a voz do sino, ecoando
Longe, de atalho em atalho,
Vai pelos campos, cantando
A Vida, a Luz, o Trabalho.

publicado por portucalia às 22:17

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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