PORTUCÁLIA

Março 28 2013

Papa Francisco celebra missa em reformatório e lava pés de jovem muçulmana

O papa Francisco celebrou no centro corretivo de menores de Casal del Marmo, em Roma, a Missa do Jantar do Senhor da Quinta-Feira Santa, durante a qual lavou os pés de 12 jovens reclusos, entre eles duas moças, uma católica e outra muçulmana, assim como Jesus fez com os apóstolos.

"Isto é o que Jesus nos ensina e isto é o que eu faço. É meu dever, sai do meu coração e amo fazer isso", disse o papa.

O pontífice assegurou que o lava-pés "é um carinho de Jesus" e ressaltou: "Entre nós o que está mais alto deve estar a serviço dos outros e isso é o que faço lavando os pés, um dever como bispo e como sacerdote".

O Bispo de Roma lavou os pés ajoelhado, depois os secou e os beijou. Durante a cerimônia, beijou os 12 jovens e lhes deu pessoalmente a comunhão.

Francisco afirmou sentir-se "feliz" entre os jovens e declarou que "as coisas do coração são assim" e, dirigindo-se diretamente a eles, disse: "Não deixe que lhe roubem a esperança, sempre com a esperança pela frente, entendido?".

Esta foi a primeira vez que um papa celebra a missa da Quinta-Feira Santa em um centro corretivo e não na basílica de São João de Latrão, que é a catedral de Roma e a que lhe pertence como bispo da cidade.

Visto que Francisco, eleito papa no dia 13 de março, ainda não tomou posse de São João de Latrão (fará isso no dia 7 de abril), em princípio o Vaticano anunciou que realizaria os ofícios da Quinta-Feira Santa na Basílica de São Pedro.

Porém, o papa preferiu celebrá-la neste reformatório de menores, que já foi visitado em 1980 por João Paulo II e em 2007 por Bento XVI, e no qual se encontram reclusos 46 jovens, 35 meninos e 11 meninas de entre 14 e 21 anos.

São oito italianos e os demais estrangeiros, em sua maioria norte-africanos e eslavos.

A missa foi realizada na capela do reformatório e por expressa vontade do papa foi "muito simples". Durante a homilia, Francisco pediu que os jovens esqueçam as ofensas e disse que as pessoas têm que ajudar umas a outras.

"Esqueçam os incômodos e, se lhes pedem um favor, façam-no. Ajudem uns aos outros. Isso é o que Jesus nos ensina. Ajudar-nos sempre, assim se faz o bem", declarou antes de iniciar o lava-pés.

Os escolhidos foram 12 jovens de diferentes religiões e nacionalidades, entre eles duas mulheres, uma italiana católica e uma sérvia muçulmana, outro gesto do papa que chamou a atenção, visto que os apóstolos eram todos homens.

O pontífice se colocou para o lavatório um avental confeccionado pela Comunidade Villa San Francisco, no norte da Itália, que acolhe jovens com problemas familiares e pessoais, com fios provenientes de Betania e Jericó, na Palestina.

As leituras da missa e as preces correram a cargo dos jovens. O papa concelebrou com o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini; o capelão do reformatório, Gaetano Greco; e o Substituto da Secretária de Estado ("número três" do Vaticano, Angelo Becciu.

Após a missa, Francisco se reuniu com todos os reclusos e os funcionários de centro corretivo, cerca de 150 pessoas, no ginásio do reformatório.

Os jovens presentearam o papa com um crucifixo e um reclinatório de madeira, fabricados por eles na oficina de artesanato do centro, enquanto o pontífice lhes levou os tradicionais ovos de Páscoa e outros doces típicos italianos.

A missa também foi assistida pela ministra de Justiça italiana interina, Paola Severino, e a chefe do Departamento de Justiça de Menores, Caterina Chinnici.

Visto que se tratava de um reformatório de menores, o Vaticano não transmitiu o ato pela televisão.

Francisco também celebrou hoje no Vaticano a Missa Crismal, que marca o começo do Tríduo Pascal, em cuja homilia disse que os sacerdotes não podem ser gestores, mas sim ir à "periferia", onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus".

O papa celebrará amanhã, Sexta-Feira Santa, na Basílica de São Pedro, a Paixão do Senhor e pela noite presidirá no Coliseu de Roma a Via-Sacra.

publicado por portucalia às 20:25

Março 28 2013

 Apresentamos a seguir uma reflexão para a Semana Santa escrita pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, publicada em O SãoPaulo.

Na Semana Santa do Ano da Fé, somos convidados a confrontar-nos com os vários “Mistérios da Fé” celebrados nestes dias abençoados. Pensando bem, boa parte da nossa Profissão de Fé (Credo) está relacionada estreitamente com as celebrações da Semana Santa e da Páscoa. É um motivo a mais para que a vivamos intensamente, deixando-nos envolver por Deus, que veio ao nosso encontro de maneira tão misericordiosa salvadora.

Em nossa fé cristã católica, professamos que Deus enviou ao mundo seu único Filho, Jesus Cristo, para nos salvar. Em tudo, o Filho assumiu a nossa condição humana, menos no pecado; São Paulo bem recorda que o pecado nunca dominou sobre Ele. Salvar significa dar sentido pleno à nossa existência e à participação na felicidade completa; isso somente Deus pode nos dar. O Filho, feito homem, acolheu a todos nós em sua santa humanidade, mostrou a luz de Deus para que possamos viver iluminados pela verdade e ele mesmo se fez para nós o caminho, a verdade e a vida.

Poderia Deus realizar o seu desígnio a nosso respeito – de vida plena para todos – sem que o Filho passasse pela contradição da condição humana, o sofrimento e a morte, como experimentam todos os descendentes de Adão e aqueles que procuram nesta vida ser fiéis a Deus?  Queria Deus Pai o sofrimento de seu Filho? Esse é um grande mistério e não cabem aqui respostas fáceis e superficiais. Mas é certo que Deus não quer o sofrimento para ninguém, muito menos o quis para seu amado Filho.

O fato é que Jesus Cristo, na sua condição humana, permaneceu fiel a Deus e à sua missão, não obstante às ameaças e perseguições. E Deus Pai aceitou esta radical “obediência” de Cristo: “obediente até à morte e morte de cruz” (Fl 2,8). Nessa total fidelidade a Deus, ele nos deu o exemplo, para que sigamos os seus passos e permaneçamos fiéis a Deus sempre; nada deve ser colocado acima dessa total fidelidade a Deus. Ao meu ver, o mistério da cruz de Cristo só se explica pela sua total comunhão com Deus Pai, que teria sido rompida se Jesus entrasse no jogo das conveniências humanas ou do medo. Ele não seguiu o “politicamente correto” para salvar a própria pele. Muitíssimos, a seu exemplo, também enfrentaram todo tipo de desprezo e discriminação por causa da “verdade”. Tantos morreram mártires, como o próprio Jesus. Nossa fé católica,em Jesus Cristo, não nos permite escolher apenas algum aspecto de sua pessoa ou de seu ensinamento que mais nos agrade. E a Igreja está no mundo para testemunhar a fé completa sobre Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador. É a fé pascal em Cristo ressuscitado, que triunfou sobre o pecado, o ódio e a morte; somos as testemunhas de sua ressurreição e isso constitui um ousadíssimo aspecto de nossa profissão de fé.

Mas isso não nos pode levar a esquecer a cruz de Cristo. É uma tentação insidiosa apresentar ao mundo apenas o Cristo glorioso, sem referência ao Cristo crucificado. A tendência humana de fugir da cruz pode levar à busca de uma religião fácil e “politicamente correta”, em que só há “vantagens” e nenhuma escolha difícil ou renúncia. Jesus não ensinou um Cristianismo sem necessidade de conversão, sem cruz, sem colocar o Reino de Deus como centro de referência para a vida do homem e do mundo. O seu caminho para a vida plena e para a participação na glória de Deus passa pela cruz.

O papa Francisco, na sua primeira missa com o colégio cardinalício, no dia 14 de março, ainda na Capela Sistina, observou que a Igreja, deixando de lado Jesus Cristo crucificado, tornar-se-ia apenas uma “ONG piedosa”... Falando aos jovens, no Domingo de Ramos, convidou-os a tomarem com ele o caminho para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, e encorajou-os a não terem vergonha da cruz de Cristo e a abraçarem com coragem a própria cruz, no seguimento de Cristo.

Quando professamos nossa fé, lembremos sempre que a graça de nossa “liberdade de filhos de Deus” custou “um preço muito alto” (cf 1Cor 6,20): nada menos que o sofrimento, o sangue derramado e a morte do Filho de Deus feito homem! Celebrando a Páscoa, agradeçamos por tão grande presente! E em tudo sejamos fiéis a Deus também nós, como foi nosso Salvador.

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publicado por portucalia às 11:26

Março 28 2013
Por Ana Lucia Santana
Jeca Tatu é uma das figuras geradas pelo escritor Monteiro Lobato, muito conhecido por suas histórias infanto-juvenis, as quais giram em torno dos famosos personagens do Sítio do Picapau Amarelo. Algumas de suas obras, porém, são de cunho social, de natureza crítica e denunciam questões como o contexto arcaico do universo rural e o descaso com doenças como o amarelão, então sério problema de saúde pública.

 

Este modelo do caipira não idealizado está presente no livro Urupês, dasaga criada por Lobato para os adultos. Ele revela, em um painel composto por 14 narrativas, a real situação do trabalhador campestre de São Paulo, visão nada agradável para as autoridades políticas da época e também para a classe dos intelectuais.

Isto porque Jeca é a imagem do ser legado ao abandono pelo Estado, à mercê de enfermidades típicas dos países atrasados, da miséria e do atraso econômico. Condição nada romântica e utópica, como muitos escritores pretendiam moldar o caboclo brasileiro, nesta mesma época.

A imagem de Jeca Tatu foi utilizada inclusive como instrumento em operações de esclarecimento sobre a importância do saneamento público e a urgência em erradicar doenças como o amarelão, que matava tantas pessoas nos anos 20. Como afirmava Lobato, “Jeca Tatu não é assim, ele está assim”, vitimado pelo desprezo de um governo nada preocupado com esta camada social.

Jeca era um caipira de aparência desleixada, com a barba pouco densa, calcanhares sempre desnudos, portanto rachados, pois ele detestava calçar sapatos. Miserável, detinha somente algumas plantações de pouca monta, apenas para sua sobrevivência. Perto de sua habitação havia um pequeno riacho, no qual ele podia pescar. Sem cultura, ele não cultivava de forma alguma os necessários hábitos de higiene.

Residente no Vale do Paraíba, em São Paulo, região muito arcaica, era visto pelas pessoas como preguiçoso e alcoólatra. A questão da saúde transparece no enredo quando um médico, ao cruzar o seu caminho, passa diante de sua tosca residência e se assusta com tanta pobreza. Notando sua coloração amarela e a intensa magreza, decide examinar o caboclo.

O paciente se queixa de muita fadiga e dores corporais. O doutor então diagnostica a presença de uma enfermidade tecnicamente conhecida como ancilostomose, o famoso amarelão. Ele orienta Jeca a usar sapatos e a tomar os remédios necessários, pois os vermes que provocam este distúrbio orgânico introduzem-se no corpo através da pele dos pés e das pernas.

A vida de Jeca muda radicalmente. Ele se cura, volta a trabalhar, reduz a bebida, sua pequena plantação prospera e o trabalhador se torna um homem honrado pelas outras pessoas. A família Tatu agora só anda calçada e, portanto, saudável. É assim que Monteiro Lobato denuncia a precária situação do trabalhador rural; ele revela que medidas simples poderiam transformar este cenário sombrio. Este personagem se torna o símbolo do brasileiro que vive no campo.

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jeca_Tatu

publicado por portucalia às 11:22

Março 28 2013

Quinta-feira, dia 28 de Março de 2013

5ª FEIRA SANTA (Missa Vespertina na Ceia do Senhor)


Santo do dia : Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065,  S. Gontrão, rei e confessor, +514,  S. Sisto III, papa, +440 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
Santa Teresinha do Menino Jesus : «Isto é o Meu corpo, que é para vós» (1Co 11,24) 

Livro de Êxodo 12,1-8.11-14.

Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto: 
«Este mês será para vós o primeiro dos meses; ele será para vós o primeiro dos meses do ano. 
Falai a toda a comunidade de Israel, dizendo que, aos dez deste mês, tomará cada um deles um animal do rebanho para a família, um animal do rebanho por casa. 
Se a família for pouco numerosa para um animal do rebanho, tomar-se-á com o vizinho mais próximo da casa, segundo o número das pessoas; calculareis o animal do rebanho conforme o que cada um puder comer. 
O animal do rebanho para vós será sem defeito, um macho, filho de um ano, e tomá-lo-eis de entre os cordeiros ou de entre os cabritos. 
Vós o tereis sob guarda até ao dia catorze deste mês, e toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao crepúsculo. 
Tomar-se-á do sangue e colocar-se-á sobre as duas ombreiras e sobre o dintel da porta das casas em que ele se comerá. 
Comer-se-á a carne naquela noite; comer-se-á assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas. 
Comê-la-eis desta maneira: os rins cingidos, as sandálias nos pés, e o cajado na mão. Comê-la-eis à pressa. É a Páscoa em honra do Senhor. 
E Eu atravessarei a terra do Egipto naquela noite, e ferirei todos os primogénitos na terra do Egipto, desde os homens até aos animais, e contra todos os deuses do Egipto farei justiça, Eu, o Senhor. 
E o sangue será para vós um sinal nas casas em que vós estais. Eu verei o sangue e passarei ao largo; e não haverá contra vós nenhuma praga de extermínio, quando Eu ferir a terra do Egipto. 
Aquele dia será para vós um memorial, e vós festejá-lo-eis como uma festa em honra do Senhor. Ao longo das vossas gerações, a deveis festejar como uma lei perpétua. 


1ª Carta aos Coríntios 11,23-26.

Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão 
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». 
Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» 
Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. 


Evangelho segundo S. João 13,1-15.

Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. 
O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar. 
Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 
levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. 
Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. 
Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» 
Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás-de compreendê-lo depois.» 
Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás-de lavar os pés!» Replicou-lhe Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.» 
Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» 
Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todo

s.» 
Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: 'Nem todos estais limpos'. 
Depois de lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se à mesa e disse-lhes: 
«Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me 'o Mestre' e 'o Senhor', e dizeis bem, porque o sou. 
Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. 
Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja 
Oração para obter humildade 

«Isto é o Meu corpo, que é para vós» (1Co 11,24)

Ó Jesus, quando ereis peregrino nesta terra (Heb 11,13) dissestes:  «Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito» (Mt 11,29). Oh poderoso monarca dos céus, sim, a minha alma encontra repouso ao ver-Vos revestido da forma e da natureza de um escravo (Fl 2,7), baixar-Vos ao ponto de lavardes os pés aos apóstolos. Lembro-me então das palavras que haveis pronunciado para me ensinar a praticar a humildade: «Dei-vos o exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também. [...] Não é o servo mais do que o seu Senhor, nem o enviado mais do que aquele que o envia. Uma vez que sabeis isto, sereis felizes se o puserdes em prática». Senhor, eu entendo essas palavras saídas do Vosso coração manso e humilde; quero praticá-las, com a ajuda da Vossa graça. [...]


Ninguém, oh meu bem-amado, tinha direitos sobre Vós e, no entanto, haveis obedecido, não somente à Virgem Santa e a São José, mas também aos Vossos algozes. Agora é na hóstia que Vos vejo, cúmulo da Vossa aniquilação. Que grande humildade, oh divino Rei da Glória, submeter-Vos a todos os Vossos sacerdotes sem fazer distinção entre os que Vos amam e os que são, infelizmente, tíbios ou frios no Vosso serviço. Ao seu chamamento, Vós desceis do céu. [...] Oh, meu Bem-Amado, que manso e humilde de coração me pareceis sob o véu da branca hóstia! Para me ensinar a humildade não poderíeis baixar-Vos mais. [...]


Mas, Senhor, a minha fraqueza é por Vós conhecida; todas as manhãs tomo a resolução de praticar a humildade e à noite reconheço que ainda cometi muitas faltas por orgulho. Tendo isto em vista, sou tentada a desanimar; mas, sei-o bem, o desânimo também é orgulho. Assim sendo, quero, ó meu Deus, fundamentar apenas em Vós a minha esperança; uma vez que tudo podeis, dignai-Vos fazer nascer na minha alma a virtude que desejo. Para obter essa graça da Vossa infinita misericórdia vou repetir-Vos muitas vezes: «Ó Jesus, manso e humilde de coração, tornai o meu coração semelhante ao Vosso!»



publicado por portucalia às 11:14

Março 28 2013

Quinta-feira, dia 28 de Março de 2013

5ª FEIRA SANTA (Missa Vespertina na Ceia do Senhor)


Santo do dia : Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065,  S. Gontrão, rei e confessor, +514,  S. Sisto III, papa, +440 

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Santa Teresinha do Menino Jesus : «Isto é o Meu corpo, que é para vós» (1Co 11,24) 

Livro de Êxodo 12,1-8.11-14.

Naqueles dias, o Senhor disse a Moisés e a Aarão na terra do Egipto: 
«Este mês será para vós o primeiro dos meses; ele será para vós o primeiro dos meses do ano. 
Falai a toda a comunidade de Israel, dizendo que, aos dez deste mês, tomará cada um deles um animal do rebanho para a família, um animal do rebanho por casa. 
Se a família for pouco numerosa para um animal do rebanho, tomar-se-á com o vizinho mais próximo da casa, segundo o número das pessoas; calculareis o animal do rebanho conforme o que cada um puder comer. 
O animal do rebanho para vós será sem defeito, um macho, filho de um ano, e tomá-lo-eis de entre os cordeiros ou de entre os cabritos. 
Vós o tereis sob guarda até ao dia catorze deste mês, e toda a assembleia da comunidade de Israel o imolará ao crepúsculo. 
Tomar-se-á do sangue e colocar-se-á sobre as duas ombreiras e sobre o dintel da porta das casas em que ele se comerá. 
Comer-se-á a carne naquela noite; comer-se-á assada no fogo com pães sem fermento e ervas amargas. 
Comê-la-eis desta maneira: os rins cingidos, as sandálias nos pés, e o cajado na mão. Comê-la-eis à pressa. É a Páscoa em honra do Senhor. 
E Eu atravessarei a terra do Egipto naquela noite, e ferirei todos os primogénitos na terra do Egipto, desde os homens até aos animais, e contra todos os deuses do Egipto farei justiça, Eu, o Senhor. 
E o sangue será para vós um sinal nas casas em que vós estais. Eu verei o sangue e passarei ao largo; e não haverá contra vós nenhuma praga de extermínio, quando Eu ferir a terra do Egipto. 
Aquele dia será para vós um memorial, e vós festejá-lo-eis como uma festa em honra do Senhor. Ao longo das vossas gerações, a deveis festejar como uma lei perpétua. 


1ª Carta aos Coríntios 11,23-26.

Irmãos: Eu recebi do Senhor o que também vos transmiti: o Senhor Jesus na noite em que era entregue, tomou pão 
e, tendo dado graças, partiu-o e disse: «Isto é o meu corpo, que é para vós; fazei isto em memória de mim». 
Do mesmo modo, depois da ceia, tomou o cálice e disse: «Este cálice é a nova Aliança no meu sangue; fazei isto sempre que o beberdes, em memória de mim.» 
Porque, todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes deste cálice, anunciais a morte do Senhor, até que Ele venha. 


Evangelho segundo S. João 13,1-15.

Antes da festa da Páscoa, Jesus, sabendo bem que tinha chegado a sua hora da passagem deste mundo para o Pai, Ele, que amara os seus que estavam no mundo, levou o seu amor por eles até ao extremo. 
O diabo já tinha metido no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a decisão de o entregar. 
Enquanto celebravam a ceia, Jesus, sabendo perfeitamente que o Pai tudo lhe pusera nas mãos, e que saíra de Deus e para Deus voltava, 
levantou-se da mesa, tirou o manto, tomou uma toalha e atou-a à cintura. 
Depois deitou água na bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugá-los com a toalha que atara à cintura. 
Chegou, pois, a Simão Pedro. Este disse-lhe: «Senhor, Tu é que me lavas os pés?» 
Jesus respondeu-lhe: «O que Eu estou a fazer tu não o entendes por agora, mas hás-de compreendê-lo depois.» 
Disse-lhe Pedro: «Não! Tu nunca me hás-de lavar os pés!» Replicou-lhe Jesus: «Se Eu não te lavar, nada terás a haver comigo.» 
Disse-lhe, então, Simão Pedro: «Ó Senhor! Não só os pés, mas também as mãos e a cabeça!» 
Respondeu-lhe Jesus: «Quem tomou banho não precisa de lavar senão os pés, pois está todo limpo. E vós estais limpos, mas não todo

s.» 
Ele bem sabia quem o ia entregar; por isso é que lhe disse: 'Nem todos estais limpos'. 
Depois de lhes ter lavado os pés e de ter posto o manto, voltou a sentar-se à mesa e disse-lhes: 
«Compreendeis o que vos fiz? Vós chamais-me 'o Mestre' e 'o Senhor', e dizeis bem, porque o sou. 
Ora, se Eu, o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns aos outros. 
Na verdade, dei-vos exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Santa Teresinha do Menino Jesus (1873-1897), carmelita, doutora da Igreja 
Oração para obter humildade 

«Isto é o Meu corpo, que é para vós» (1Co 11,24)

Ó Jesus, quando ereis peregrino nesta terra (Heb 11,13) dissestes:  «Aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito» (Mt 11,29). Oh poderoso monarca dos céus, sim, a minha alma encontra repouso ao ver-Vos revestido da forma e da natureza de um escravo (Fl 2,7), baixar-Vos ao ponto de lavardes os pés aos apóstolos. Lembro-me então das palavras que haveis pronunciado para me ensinar a praticar a humildade: «Dei-vos o exemplo para que, assim como Eu fiz, vós façais também. [...] Não é o servo mais do que o seu Senhor, nem o enviado mais do que aquele que o envia. Uma vez que sabeis isto, sereis felizes se o puserdes em prática». Senhor, eu entendo essas palavras saídas do Vosso coração manso e humilde; quero praticá-las, com a ajuda da Vossa graça. [...]


Ninguém, oh meu bem-amado, tinha direitos sobre Vós e, no entanto, haveis obedecido, não somente à Virgem Santa e a São José, mas também aos Vossos algozes. Agora é na hóstia que Vos vejo, cúmulo da Vossa aniquilação. Que grande humildade, oh divino Rei da Glória, submeter-Vos a todos os Vossos sacerdotes sem fazer distinção entre os que Vos amam e os que são, infelizmente, tíbios ou frios no Vosso serviço. Ao seu chamamento, Vós desceis do céu. [...] Oh, meu Bem-Amado, que manso e humilde de coração me pareceis sob o véu da branca hóstia! Para me ensinar a humildade não poderíeis baixar-Vos mais. [...]


Mas, Senhor, a minha fraqueza é por Vós conhecida; todas as manhãs tomo a resolução de praticar a humildade e à noite reconheço que ainda cometi muitas faltas por orgulho. Tendo isto em vista, sou tentada a desanimar; mas, sei-o bem, o desânimo também é orgulho. Assim sendo, quero, ó meu Deus, fundamentar apenas em Vós a minha esperança; uma vez que tudo podeis, dignai-Vos fazer nascer na minha alma a virtude que desejo. Para obter essa graça da Vossa infinita misericórdia vou repetir-Vos muitas vezes: «Ó Jesus, manso e humilde de coração, tornai o meu coração semelhante ao Vosso!»



publicado por portucalia às 11:11

Março 27 2013

Quarta-feira, dia 27 de Março de 2013

4a-FEIRA DA SEMANA SANTA


Santo do dia : S. João do Egipto, eremita, +374,  S. João Damasceno, presbítero, Doutor da Igreja, +749,  Santo Alexandre, patriarca de Alexandria, +326,  Santo Alberto Chmielowski, religioso, fundador, +1916 

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Santa Catarina de Sena : O desespero de Judas 

Livro de Isaías 50,4-9a.

«O Senhor Deus ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados. Cada manhã desperta os meus ouvidos, para que eu aprenda como os discípulos. 
O Senhor DEUS abriu-me os ouvidos, e eu não resisti, nem recusei. 
Aos que me batiam apresentei as espáduas, e a face aos que me arrancavam a barba; não desviei o meu rosto dos que me ultrajavam e cuspiam. 
Mas o Senhor DEUS veio em meu auxílio; por isso não sentia os ultrajes. Endureci o meu rosto como uma pedra, pois sabia que não ficaria envergonhado. 
O meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um processo? Compareçamos juntos diante do juiz! Apresente-se quem tiver qualquer coisa contra mim. 
O Senhor DEUS vem em meu auxílio; quem ousará condenar-me? Cairão todos esfrangalhados, como roupa velha, roída pela traça.» 


Evangelho segundo S. Mateus 26,14-25.

Naquele tempo, um dos Doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os sumos sacerdotes 
e disse-lhes: «Quanto me dareis, se eu vo-lo entregar?» Eles garantiram-lhe trinta moedas de prata. 
E, a partir de então, Judas procurava uma oportunidade para entregar Jesus. 
No primeiro dia da festa dos Ázimos, os discípulos foram ter com Jesus e perguntaram-lhe: «Onde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?» 
Ele respondeu: «Ide à cidade, a casa de um certo homem e dizei-lhe: 'O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; é em tua casa que quero celebrar a Páscoa com os meus discípulos.’» 
Os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa. 
Ao cair da tarde, sentou-se à mesa com os Doze. 
Enquanto comiam, disse: «Em verdade vos digo: Um de vós me há-de entregar.» 
Profundamente entristecidos, começaram a perguntar-lhe, cada um por sua vez: «Porventura serei eu, Senhor?» 
Ele respondeu: «O que mete comigo a mão no prato, esse me entregará. 
O Filho do Homem segue o seu caminho, como está escrito acerca dele; mas ai daquele por quem o Filho do Homem vai ser entregue. Seria melhor para esse homem não ter nascido!» 
Judas, o traidor, tomou a palavra e perguntou: «Porventura serei eu, Mestre?» «Tu o disseste» respondeu Jesus. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Santa Catarina de Sena (1347-1380), terceira dominicana, doutora da Igreja, co-padroeira da Europa 
Diálogo, 37 

O desespero de Judas

[«(Judas) foi tocado pelo remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos sumos-sacerdotes e aos anciãos, dizendo: “Pequei, entregando sangue inocente”. Eles replicaram: "Que nos importa? Isso é lá contigo". Atirando as moedas para o santuário, ele saiu e foi enforcar-se» (Mt 27,3-5).


Santa Catarina ouviu Deus dizer-lhe:] O pecado que não tem perdão, nem neste mundo nem no outro, é o do homem que, desprezando a Minha misericórdia, não quis ser perdoado. É isso que considero mais grave e foi por isso que o desespero de Judas Me entristeceu mais e foi mais penoso para o Meu Filho do que a sua traição. Os homens serão pois condenados por esse falso juízo que os leva a crer que o seu pecado é maior que a Minha misericórdia. [...] São condenados pela sua injustiça quando lamentam mais a sua sorte do que a ofensa que Me fizeram.


Pois é então que eles são injustos: não Me dando o que Me pertence e não dando a si próprios o que lhes pertence. A Mim é-Me devido o amor, o arrependimento da falta e a contrição; é isso que devem oferecer-Me devido às suas ofensas, mas fazem o contrário. Não têm amor nem compaixão a não ser por si mesmos, uma vez que só sabem lamentar-se dos castigos que os esperam. Vês, portanto, que cometem uma injustiça e é por isso que dão por si duplamente punidos, por terem desprezado a Minha misericórdia.



publicado por portucalia às 18:55

Março 26 2013

Prefácio para o livro O que há de errado com o mundo, de G. K. Chesterton (Editora Ecclesiae).


Quando Gilbert Keith Chesterton publicou, em 1910, O que há de errado com o mundo, talvez não imaginasse que demoraria mais de uma década para se converter à Igreja Católica Apostólica Romana. Há incrível distância, portanto, entre suas ideias – ele publicara Hereges em 1905 e Ortodoxia em 1908 – e a decisão que o transformou num dos mais respeitáveis convertidos do século XX. Mas distância, neste caso, não significa incoerência. Ao contrário, a vida de Chesterton foi – até seu batizado, a 30 de julho de 1922, no simples salão de baile do Railway Hotel, em Beaconsfield, transformado provisoriamente numa capela, pois a cidade não dispunha de templo católico – um exemplo, segundo Joseph Pearce,[i] de “catolicismo latente”.

Assim, se voltarmos às circunstâncias pessoais em que surge O que há de errado com o mundo, não causa surpresa o bem-humorado epitáfio composto pelo escritor Edward Verrall Lucas em 1910, de maneira a sintetizar a personalidade famosa por seu “dogmatismo”:

O pobre Chesterton morreu;
Deus, por fim, a verdade conheceu.

Nosso escritor, entretanto, estava distante de ser um crédulo exagerado ou o cego defensor de uma doutrina religiosa. Ao contrário, o que acalentava no coração era demonstrado na singeleza dos desenhos oferecidos centenas de vezes a crianças, nos quais retratava seus respectivos santos patronos; ou na transcendência de influenciar amigos e conhecidos – como fez em relação ao poeta, historiador e crítico literário Theodore Maynard, cuja conversão ocorreu logo depois de ler Ortodoxia; ou, ainda, numa desconfortável dose de angústia, fartamente demonstrada por seus biógrafos.

publicado por portucalia às 15:19

Março 26 2013

A reforma do Código Penal Brasileiro tem gerado muita polêmica. Uma das propostas dos juristas é a liberação do aborto por vontade da mulher até a 12ª semana de gestação. Quanto a esta medida, o Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) se manifestou contra, na terça-feira (25).

O posicionamento é unânime entre os integrantes da instituição. “Da forma como está sendo discutido, ele [aborto] não será colocado no segundo plano, mas no primeiro plano como método contraceptivo. Isso trará consequências muito importantes e graves para a sociedade”, ressaltou o presidente da instituição, Salomão Rodrigues Filho.

O conselho goiano afirma que essa é uma discussão muito complexa, assim, não deveria envolver apenas a classe médica, mas toda a sociedade. Salomão Rodrigues Filho defendeu que o assunto seja debatido em todo o país, talvez por meio de plebiscitos.

A posição do Cremego é diferente da acatada pelo Conselho Federal de Medicina. No último dia 21, o conselho anunciou ser a favor de legalizar a interrupção da gravidez até o 3º mês.

Da mesma forma que os médicos, a população também está dividida em relação à legalização do aborto. A atendente Amanda Dantas é contra. "Tira o direito humano, eu não acho aceitável", justifica. A opinião é a mesma da estagiária Deiziane Martins. "Só se a mulher estivesse doente, com risco a vida dela ou do bebê", complementa a estudante.

publicado por portucalia às 15:10

Março 26 2013

Terça-feira, dia 26 de Março de 2013

3a-FEIRA DA SEMANA SANTA


Santo do dia : Santos Emanuel e companheiros mártires, séc. V?,  S. Ludgero, bispo, +809,  S. Bráulio de Zaragoza, bispo, +651 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
São Francisco de Sales : «Não cantará o galo, antes de Me teres negado três vezes!» 

Livro de Isaías 49,1-6.

«Terras de Além- Mar, escutai-me; prestai atenção, povos de longe. Quando ainda estava no ventre materno, o Senhor chamou-me, quando ainda estava no seio da minha mãe, pronunciou o meu nome. 
Fez da minha palavra uma espada afiada, escondeu-me na concha da sua mão. Fez da minha mensagem uma seta penetrante, guardou-me na sua aljava. 
Disse-me: «Israel, tu és o meu servo, em ti serei glorificado.» 
Eu dizia a mim mesmo: «Em vão me cansei, em vento e em nada gastei as minhas forças.» Porém, o meu direito está nas mãos do SENHOR, e no meu Deus a minha recompensa. 
E agora o SENHOR declara-me que me formou desde o ventre materno, para ser o seu servo, para lhe reconduzir Jacob, e para lhe congregar Israel. Assim me honrou o SENHOR. O meu Deus tornou-se a minha força. 
Disse-me: «Não basta que sejas meu servo, só para restaurares as tribos de Jacob, e reunires os sobreviventes de Israel. Vou fazer de ti luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra.» 


Evangelho segundo S. João 13,21-33.36-38.

Naquele tempo, estando Jesus à mesa com os discípulos, sentiu-Se intimamente perturbado e declarou: «Em verdade, em verdade vos digo que um de vós me há-de entregar!» 
Os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem a quem se referia. 
Um dos discípulos, aquele que Jesus amava, estava à mesa reclinado no seu peito. 
Simão Pedro fez-lhe sinal para que lhe perguntasse a quem se referia. 
Então ele, apoiando-se naturalmente sobre o peito de Jesus, perguntou: «Senhor, quem é?» 
Jesus respondeu: «É aquele a quem Eu der o bocado de pão ensopado.» E molhando o bocado de pão, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 
E, logo após o bocado, entrou nele Satanás. Jesus disse-lhe, então: «O que tens a fazer fá-lo depressa.» 
Nenhum dos que estavam com Ele à mesa entendeu, porém, com que fim lho dissera. 
Alguns pensavam que, como Judas tinha a bolsa, Jesus lhe tinha dito: 'Compra o que precisamos para a Festa', ou que desse alguma coisa aos pobres. 
Tendo tomado o bocado de pão, saiu logo. Fazia-se noite. 
Depois de Judas ter saído, Jesus disse: «Agora é que se revela a glória do Filho do Homem e assim se revela nele a glória de Deus. 
E, se Deus revela nele a sua glória, também o próprio Deus revelará a glória do Filho do Homem, e há-de revelá-la muito em breve.» 
«Filhinhos, já pouco tempo vou estar convosco. Haveis de me procurar, e, assim como Eu disse aos judeus: 'Para onde Eu for vós não podereis ir', também agora o digo a vós. 
Disse-lhe Simão Pedro: «Senho

r, para onde vais?» Jesus respondeu-lhe: «Para onde Eu vou, tu não me podes seguir por agora; hás-de seguir-me mais tarde.» 
Disse-lhe Pedro: «Senhor, porque não posso seguir-te agora? Eu daria a vida por ti!» 
Replicou Jesus: «Darias a vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: não cantará o galo, antes de me teres negado três vezes!» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São Francisco de Sales (1567-1622), bispo de Genebra, doutor da Igreja 
Obras Completas, vol. 10 

«Não cantará o galo, antes de Me teres negado três vezes!»

São Pedro, Apóstolo, foi muito injusto para com o seu Senhor porque O negou, jurando que não O conhecia e, não contente com isso, foi maldizente e blasfemo, asseverando não saber Quem Ele era (Mt 26,69 ss). Este incidente magistral partiu o coração de Nosso Senhor. Que fazeis e que dizeis vós, pobre São Pedro? Não sabeis quem Ele é, não O conheceis?, vós que fostes chamado pela Sua própria boca ao Apostolado e que haveis confessado ser Ele o Filho do Deus vivo? (Mt 16,16) Ah, homem miserável, como ousais dizer que não O conheceis? Não foi Ele Quem vos lavou outrora os pés (Jo 13,6), Ele Quem vos alimentou com o Seu Corpo e o Seu Sangue? [...]


Portanto, que ninguém presuma das suas boas obras e pense não ter nada a temer, uma vez que São Pedro, que tantas graças recebeu, que prometeu acompanhar Nosso Senhor até à prisão e até à morte, se prontificou a negá-lo ao mais pequeno reparo duma criada.


Ao cantar do galo, São Pedro lembrou-se do que acabara de fazer e do que lhe havia dito o seu Bom Senhor; então, reconhecendo a sua falta, saiu a chorar tão amargamente que só por isso recebeu indulgência plenária e remissão de todos os seus pecados. Bem-aventurado São Pedro, que através de tal contrição recebestes o perdão de tão grande deslealdade [...] Bem sei que foi o sagrado olhar de Nosso Senhor que lhe calou fundo no coração e lhe abriu os olhos para reconhecer o seu pecado (Lc 22,61) [...], pois a partir daí não deixou jamais de chorar, em especial sempre que ouvia o galo cantar [...] Assim, de grande pecador tornou-se um grande santo.

publicado por portucalia às 14:48

Março 25 2013
Milhares de pessoas protestam contra casamento gay em Paris
Milhares de pessoas foram às ruas da capital da França na tarde deste domingo (24) para protestar contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em uma última mobilização coletiva antes da efetivação do projeto de lei que legaliza a união e adoção por casais homossexuais. Segundo a Carta Capital, a estimativa da polícia francesa é de que cerca de 300 mil manifestantes participaram dos protestos.  De acordo com os cálculos dos organizadores as manifestações contaram com “ao menos 1,4 milhão” participantes. Dizeres como  “Queremos emprego, não casamento gay”  e “Não ao gay-extremismo” puderam ser vistos em faixas que foram penduradas nas varandas . 
publicado por portucalia às 20:07

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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