PORTUCÁLIA

Janeiro 05 2013

II PRIMEIROS INFORTÚNIOS

 


Passemos por alto sobre os anos que decorreram desde o nascimento e batizado do nosso
memorando, e vamos encontrá-lo já na idade de sete anos. Digamos unicamente que durante todo
este tempo o menino não desmentiu aquilo que anunciara desde que nasceu: atormentava a
vizinhança com um choro sempre em oitava alta; era colérico; tinha ojeriza particular à madrinha, a
quem não podia encarar, e era estranhão até não poder mais.
Logo que pôde andar e falar tornou-se um flagelo; quebrava e rasgava tudo que lhe vinha à
mão. Tinha uma paixão decidida pelo chapéu armado do Leonardo; se este o deixava por
esquecimento em algum lugar ao seu alcance, tomava-o imediatamente, esganava com ele todos os
móveis, punha-lhe dentro tudo que encontrava, esfregava-o em uma parede, e acabava por varrer
com ele a casa; até que a Maria, exasperada pelo que aquilo lhe havia de custar aos ouvidos, e
talvez às costas, arrancava-lhe das mãos a vítima infeliz. Era, além de traquinas, guloso; quando não
traquinava, comia. A Maria não lhe perdoava; trazia-lhe bem maltratada uma região do corpo;
porém ele não se emendava, que era também teimoso, e as travessuras recomeçavam mal acabava a
dor das palmadas.
Assim chegou aos sete anos.
Afinal de contas a Maria sempre era saloia, e o Leonardo começava a arrepender-se
seriamente de tudo que tinha feito por ela e com ela. E tinha razão, porque, digamos depressa e sem
mais cerimônias, havia ele desde certo tempo concebido fundadas suspeitas de que era atraiçoado.
Havia alguns meses atrás tinha notado que um certo sargento passava-lhe muitas vezes pela porta, e
enfiava olhares curiosos através das rótulas: uma ocasião, recolhendo-se, parecera-lhe que o vira
encostado à janela. Isto porém passou sem mais novidade.
Depois começou a estranhar que um certo colega seu o procurasse em casa, para tratar de
negócios do oficio, sempre em horas desencontradas: porém isto também passou em breve.
Finalmente aconteceu-lhe por três ou quatro vezes esbarrar-se junto de casa com o capitão do navio
em que tinha vindo de Lisboa, e isto causou-lhe sérios cuidados. Um dia de manhã entrou sem ser
esperado pela porta adentro; alguém que estava na sala abriu precipitadamente a janela, saltou por
ela para a rua, e desapareceu.
À vista disto nada havia a duvidar: o pobre homem perdeu, como se costuma dizer, as
estribeiras; ficou cego de ciúme. Largou apressado sobre um banco uns autos que trazia embaixo do
braço, e endireitou para a Maria com os punhos cerrados.
— Grandessíssima!...
E a injúria que ia soltar era tão grande que o engasgou... e pôs-se a tremer com todo o corpo.
A Maria recuou dois passos e pôs-se em guarda, pois também não era das que se receava
com qualquer coisa.
— Tira-te lá, ó Leonardo!
— Não chames mais pelo meu nome, não chames... que tranco-te essa boca a socos...
— Safe-se daí! Quem lhe mandou pôr-se aos namoricos comigo a bordo?
Isto exasperou o Leonardo; a lembrança do amor aumentou-lhe a dor da traição, e o ciúme e
a raiva de que se achava possuído transbordaram em socos sobre a Maria, que depois de uma
tentativa inútil de resistência desatou a correr, a chorar e a gritar:
— Ai... ai... acuda, Sr. compadre... Sr. compadre!...
Porém o compadre ensaboava nesse momento a cara de um freguês, e não podia largá-lo.
Portanto a Maria pagou caro e por junto todas as contas. Encolheu-se a choramingar em um canto.
O menino assistira a toda essa cena com imperturbável sangue-frio: enquanto a Maria
apanhava e o Leonardo esbravejava, aquele ocupava-se tranqüilamente em rasgar as folhas dos
autos que este tinha largado ao entrar, e em fazer delas uma grande coleção de cartuchos.
Quando, esmorecida a raiva, o Leonardo pôde ver alguma coisa mais do que seu ciúme,
reparou então na obra meritória em que se ocupava o pequeno. Enfurece-se de novo: suspendeu o
menino pelas orelhas, fê-lo dar no ar uma meia volta, ergue o pé direito, assenta-lhe em cheio sobre
os glúteos atirando-o sentado a quatro braças de distância.
— És filho de uma pisadela e de um beliscão; mereces que um pontapé te acabe a casta.
O menino suportou tudo com coragem de mártir, apenas abriu ligeiramente a boca quando
foi levantado pelas orelhas: mal caiu, ergueu-se, embarafustou pela porta fora, e em três pulos
estava dentro da loja do padrinho, e atracando-se-lhe às pernas. O padrinho erguia nesse momento
por cima da cabeça do freguês a bacia de barbear que lhe tirara dos queixos: com o choque que
sofreu a bacia inclinou-se, e o freguês recebeu um batismo de água de sabão.
— Ora, mestre, esta não está má!...
— Senhor, balbuciou este... a culpa é deste endiabrado... O que é que tens, menino?
O pequeno nada disse; dirigiu apenas os olhos espantados para defronte, apontando com a
mão trêmula nessa direção.
O compadre olhou também, aplicou a atenção, e ouviu então os soluços da Maria.
— Ham! resmungou; já sei o que há de ser... eu bem dizia... ora ai está!...
E desculpando-se com o freguês saiu da loja e foi acudir ao que se passava.
Por estas palavras vê-se que ele suspeitara alguma coisa; e saiba o leitor que suspeitara a
verdade.
Espiar a vida alheia, inquirir dos escravos o que se passava no interior das casas, era naquele
tempo coisa tão comum e enraizada nos costumes, que ainda hoje, depois de passados tantos anos,
restam grandes vestígios desse belo hábito ². Sentado pois no fundo da loja, afiando por disfarce os
instrumentos do ofício, o compadre presenciara os passeios do sargento por perto da rótula de
Leonardo, as visitas extemporâneas do colega deste, e finalmente os intentos do capitão do navio.
Por isso contava ele mais dia menos dia com o que acabava de suceder.
Chegando ao outro lado da rua empurrou a rótula que o menino ao sair deixara cerrada, e
entrou. Dirigiu-se ao Leonardo, que se conservava ainda em posição hostil.
— Ó compadre, disse, você perdeu o juízo?...
— Não foi o juízo, disse o Leonardo em tom dramático, foi a honra!...
A Maria, vendo-se protegida pela presença do compadre, cobrou animo, e altanando-se disse
em tom de zombaria:
— Honra!... honra de meirinho... ora!
O vulcão de despeito que as lágrimas da Maria tinham apagado um pouco, borbotou de novo
com este insulto, que não ofendia só um homem, porém uma classe inteira! Injurias e murros à
mistura caíram de novo sobre a Maria das mãos e da boca de Leonardo. O compadre, que se
interpusera, levou alguns por descuido; afastou-se pois a distância conveniente, murmurando
despeitado por ver frustrados seus esforços de conciliador:
— Honra de meirinho é como fidelidade de saloia.
Enfim serenou a tormenta: a Maria sentou-se a um canto a chorar e a maldizer a hora em que
nascera, o dia em que pela primeira vez vira o Leonardo, a pisadela, o beliscão com que tinha
começado o namoro a bordo, e tudo mais que a dor dos murros lhe trazia à cabeça.
O Leonardo, depois de um pouco de calma, teve um momento de exasperação;
avermelharam-se-lhe os olhos e as faces, cerrou os dentes, meteu as mãos nos bolsos do calção,
inchou as bochechas e pôs-se a balançar violentamente a perna direita. Depois, como tomando uma
resolução extrema, juntou as folhas dispersas dos autos que o menino despedaçara, enterrou
atravessado na cabeça o chapéu armado, agarrou na bengala, e saiu batendo com a rótula e
exclamando:
— Vá-se tudo com os diabos!...
— Vai.. vai... exclamou a Maria já de novo em segurança, pondo as mãos nas
cadeiras, que o caso não há de ficar assim... pôr-me as mãos!... ora.., vou com isto à justiça!...
— Comadre...
— Nada, não atendo, compadre... vou com isto à justiça, e apesar de ser ele um
meirinhaço muito velhaco, há de se haver comigo.
— É melhor não se meter nisto, comadre... sempre são negócios com a justiça... o
compadre é seu oficial, e ela há de punir pelos seus.
As ameaças da Maria não passavam de bravatas que lhe arrancava o despeito, e portanto
com mais quatro razões do compadre cedeu, e foi restituída a paz em casa. Houve então larga
conferência entre os dois, no fim da qual o compadre saiu dizendo:
— Ele há de voltar... aquilo é gênio... há de passar... e se não... o dito está dito; fico
com o pequeno.
A Maria mostrou-se satisfeita. Tinha ela suas resoluções tomadas, ou anteriormente ou
naquela ocasião, e por isso na conferência que referimos tratara de engordar o compadre e
arrancar-lhe a promessa de que no caso de algum desarranjo tomaria a si e cuidaria do filho. Esse
desarranjo ela figurara e o compadre acreditara que só partiria de Leonardo; porem o leitor vai ver
que o pobre homem era condescendente, e que a Maria tinha razão quando falara ironicamente em
honra de meirinho.
Toda esta cena que acabamos de descrever passou-se de manhã. À tardinha o Leonardo
entrou pela loja do compadre, aflito e triste. O pequeno estremeceu no banco em que se achava
sentado, lembrando-se do passeio aéreo que o pontapé de seu pai lhe fizera dar de manhã. O
compadre adiantou-se e disse-lhe com um sorriso conciliador:
— O passado passado; vamos... ela está arrependida... doidices de rapariga... mas
não há de fazer outra...
O Leonardo não respondeu; pôs-se a passear pela loja com as mãos cruzadas para trás e por
baixo das abas da casaca; porém pelo seu semblante via-se que ele estimara as palavras do
compadre, e que seria o primeiro a pronunciá-las se ele não o precedesse.
— Vamos até lá, disse o compadre, e acabe-se tudo! Coitada!... ela ficou muito
chorosa.
— Vamos, disse o Leonardo...
Chegando à porta de casa fez uma pequena parada como quem tinha tomado a resolução de
não entrar; mas o que ele queria eram algumas súplicas do compadre, que pudessem ser ouvidas
pela Maria; a fim de fazê-la acreditar que se ele voltava era arrastado, e não por sua vontade. O
compadre percebeu isto, e satisfez o pensamento de Leonardo dizendo:
— Entre, homem... basta de criançadas... o passado passado.
Entraram. A sala estava vazia; o Leonardo sentou-se junto de uma mesa, descansou o rosto
numa das mãos, conservando sempre o chapéu armado atravessado na cabeça, o que lhe dava um
aspecto entre cômico e melancólico.
— Comadre, disse em voz alta o agente da
conciliação, tudo está acabado; venha cá...
Ninguém respondeu.
— Há de estar aí a chorar metida em algum canto, tornou o compadre.
E começou a procurar por toda a casa.
Não era esta mui grande; em pouco percorreu-a toda, e ficou tomado do mais cruel
desapontamento por não encontrar a Maria. Voltou portanto à sala entre consternado e espantado.
O Leonardo, supondo que ele tinha achado a Maria, e que sem dúvida a trazia pela mão
contrita e humilhada, quis fazer-se de bom 3: ergueu-se, meteu as mãos nos bolsos, e pôs-se de
costas para o lugar donde vinha o compadre.
— Ó compadre, disse este aproximando-se...
— Nada, atalhou o Leonardo sem voltar-se... o dito por
não dito...mudei de resolução!...
— Olhe, homem...
— Nada, nada... está tudo acabado...
O Leonardo, dizendo isto, ia dando sempre as costas ao compadre, quando se lhe queria pôr
de frente.
— Homem... escute... olhe que a comadre...
— Não quero saber dela... está tudo acabado; e já disse...
— Foi-se embora... homem... foi-se embora, gritou o compadre impacientado.
O Leonardo foi fulminado por estas palavras; voltou-se então todo trêmulo. Não vendo a
Maria desatou a chorar.
— Pois bem, disse entre soluços, está tudo acabado... adeus compadre!
— Mas olhe que o pequeno... atalhou este.
O Leonardo nada respondeu, e saiu precipitadamente.
O compadre compreendeu tudo: viu que o Leonardo abandonava o filho, uma vez que a mãe
o tinha abandonado, e fez um gesto como quem queria dizer:-Está bom, já agora... vá; ficaremos
com uma carga às costas.
Ao outro dia sabia-se por toda a vizinhança que a moça do Leonardo tinha fugido para
Portugal com o capitão de um navio que partira na véspera de noite.
— Ah! disse o compadre com um sorriso maligno, ao saber da noticia, foram
saudades da terra!...

publicado por portucalia às 13:13

Janeiro 05 2013

 

Cientistas estão empolgados com um meteorito marciano com cor de carvão que caiu no deserto do Saara. Um ano de análises revelou que a pedra é diferente de outros meteoritos de Marte.

Além de ser mais antiga, a rocha contém mais água. Com o tamanho de uma bola de beisebol e 2 bilhões de anos, o meteorito é muito similar a rochas vulcânicas analisadas pelos jipes Spirit e Opportunity na superfície de Marte.

“Aqui temos um pedaço de Marte que posso segurar em minhas mãos”, disse Carl Agee, da Universidade do Novo México, nos EUA, e autor do estudo publicado na revista “Science”.

O meteorito marciano que veio parar na Terra - Carl Agee/Universidade do Novo México/AP

O meteorito marciano que veio parar na Terra - Carl Agee/Universidade do Novo México/AP

A maior parte das pedras que caem do espaço na Terra como meteoritos vêm do cinturão de asteroides, mas alguns têm origem na Lua ou em Marte.

Cientistas creem que um asteroide ou algum outro objeto grande colidiu com Marte, deslocando rochas e mandando-as para o espaço. De vez em quando, algumas caem na atmosfera terrestre.

Fora o envio de naves ou astronautas ao planeta vermelho para trazer pedras para cá, os meteoritos são a melhor forma de os cientistas entenderem como o vizinho da Terra se transformou em um deserto gelado.

Cerca de 65 rochas marcianas já foram recolhidas na Terra, a maioria na Antártida ou no Saara. As mais antigas datam de 4,5 bilhões de anos atrás, quando Marte era mais úmido e quente.

Meia dúzia de meteoritos marcianos têm 1,3 bilhão de anos e os demais têm 600 milhões de anos ou menos.

Esse último meteorito, que recebeu o apelido de “Beleza Negra”, foi doado à Universidade do Novo México por um americano que o comprou de um vendedor marroquino no ano passado.

Os pesquisadores realizaram uma bateria de testes no meteorito e, com base em sua assinatura química, confirmaram que ele veio de Marte e se formou numa erupção vulcânica, além de ter sido alterado pela ação da água.

publicado por portucalia às 12:39

Janeiro 05 2013

Sabado, dia 05 de Janeiro de 2013

Féria do Tempo Natal (5 de Janeiro)


Santo do dia : S. João Nepomuceno Neumann, b., +1860,  S. Gerlach de Houthem, eremita, +1170 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
Guilherme de Saint-Thierry : «Vereis o Céu aberto» 

1ª Carta de S. João 3,11-21.

Caríssimos: «A mensagem que ouvistes desde o princípio é esta: que nos amemos uns aos outros. 
Não como Caim que, sendo do Maligno, assassinou o seu irmão. E porque o assassinou? Porque as suas obras eram más, ao passo que as do irmão eram boas. 
Não vos admireis, irmãos, se o mundo vos odeia. 
Nós sabemos que passámos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama, permanece na morte. 
Todo aquele que tem ódio a seu irmão é um homicida; e vós bem sabeis que nenhum homicida mantém dentro de si a vida eterna. 
Foi com isto que ficámos a conhecer o amor: Ele, Jesus, deu a sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos. 
Se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão com necessidade, lhe fechar o seu coração, como é que o amor de Deus pode permanecer nele? 
Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade. 
Por isto conheceremos que somos da verdade e, na sua presença, sentir-se-á tranquilo o nosso coração, 
mesmo quando o coração nos acuse; pois Deus é maior que o nosso coração e conhece tudo. 
Caríssimos, se o coração não nos acusa, então temos plena confiança diante de Deus, 


Evangelho segundo S. João 1,43-51.

Naquele tempo, Jesus resolveu partir para a Galileia. Encontrou Filipe, e disse-lhe: «Segue-Me!» 
Filipe era de Betsaida, a cidade de André e de Pedro. 
Filipe encontrou Natanael e disse-lhe: «Encontrámos aquele sobre quem escreveram Moisés, na Lei, e os Profetas: Jesus, filho de José de Nazaré.» 
Então disse-lhe Natanael: «De Nazaré pode vir alguma coisa boa?» Filipe respondeu-lhe: «Vem e verás!» 
Jesus viu Natanael, que vinha ao seu encontro, e disse dele: «Aí vem um verdadeiro israelita, em quem não há fingimento.» 
Disse-lhe Natanael: «Donde me conheces?» Respondeu-lhe Jesus: «Antes de Filipe te chamar, Eu vi-te quando estavas debaixo da figueira!» 
Respondeu Natanael: «Rabi, Tu és o Filho de Deus! Tu és o Rei de Israel!» 
Retorquiu-lhe Jesus: «Tu crês por Eu te ter dito: 'Vi-te debaixo da figueira'? Hás-de ver coisas maiores do que estas!» 
E acrescentou: «Em verdade, em verdade vos digo: vereis o Céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo por meio do Filho do Homem.» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 


Guilherme de Saint-Thierry (c. 1085-1148), monge beneditino, depois cisterciense 
Orações meditativas, VI, 5-7; SC 324 

«Vereis o Céu aberto»

Se basta que dois ou três estejam reunidos em Teu nome neste mundo para Tu estares no meio deles (Mt 18,20) [...], que dizer desse local onde reuniste todos os santos que selaram a Tua aliança com um sacrifício e que se tornaram como os céus que proclamam a Tua justiça? (Sl 49,5-6).


O Teu discípulo bem-amado não foi o único a encontrar o caminho que vai dar aos céus; não foi só a ele que foi mostrada uma porta aberta no céu (Ap 4,1). Com efeito, Tu próprio declaraste a todos; «Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo» (Jo 10,9). Tu és a porta e, conforme acrescentas a seguir, ela abre-se a todos os que querem entrar.


Mas de que nos serve ter uma porta aberta no céu, a nós que estamos na terra, se não tivermos forma de a ela ascender? Responde-nos São Paulo: «que quer dizer este “subiu”, senão que também desceu às regiões inferiores da terra?» (Ef 4,9) E quem foi que subiu e desceu? Foi o Amor. Com efeito, Senhor é o amor do nosso coração que ascende até Ti, porque foi o Teu amor que desceu até nós. Porque nos amaste, desceste até nós; amando-Te, nós podemos ascender até Ti. A Ti que disseste «Eu sou a porta», peço-Te que Te abras diante de nós! Veremos então com maior clareza de que morada és a porta, e quando e a quem a abres.



publicado por portucalia às 12:32

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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