PORTUCÁLIA

Julho 04 2012
LIVRO 5

1
. Aos primeiros raios de luz, e para contrariar aquela aversão a deixar a cama,
pensa logo «Vou-me levantar para o trabalho do homem». Estará certo eu
resmungar por ter de começar a fazer aquilo para que nasci e que é a razão de
ser da minha vinda ao mundo? Foi este o objectivo da minha criação, ficar aqui
deitado debaixo dos cobertores para me manter quentinho? «Ah, mas é muito
mais agradável!» Foi então para o prazer que vieste ao mundo, e não para o
trabalho, para o esforço? Olha para as plantas, os pardais, as formigas, as
aranhas, as abelhas, todos ocupados nas suas tarefas, cada um
desempenhando o seu papel com vista a uma ordem mundial coerente; e vais tu
rejeitar a parte do homem nesse trabalho, em vez de cumprires sem demoras as
ordens da Natureza? «Sim, mas uma pessoa tem de ter também algum
descanso.» Claro; mas o descanso tem os seus limites estabelecidos pela
natureza, da mesma maneira que também os têm a alimentação e a bebida; e tu
ultrapassas esses limites, tu vais para além da suficiência; enquanto, por outro
lado, quando se trata de acção, tu ficas aquém daquilo que podias conseguir.
Tu não tens verdadeiro amor por ti próprio; se o tivesses, amarias a tua
natureza e a vontade da tua natureza. Os artesãos que amam a sua profissão
empenham-se ao máximo no seu trabalho, mesmo sem se lavarem e sem
comerem; mas tu tens a tua natureza em menos consideração do que o
gravador tem a sua gravação, o dançarino a sua dança, o avarento o seu monte
de prata, ou o presunçoso o seu momento de glória. Quando põem o coração no
trabalho, estes homens estão prontos a sacrificar a alimentação e o sono ao
avanço no sentido do objectivo que escolheram. Será o serviço da comunidade
menos digno, aos teus olhos, e merecerá ele menos devoção?

2. Oh, quem me dera a consolação de ser capaz de pôr de lado e atirar para o
esquecimento todas as impressões importunas e fastidiosas, e ficar num instante
completamente em paz!

3. Reserva-te o direito a qualquer acto ou afirmação que esteja de acordo com a
natureza. Que as críticas ou comentários que se possam seguir não to impeçam;
se há alguma coisa boa para fazer ou dizer, nunca renuncies ao teu direito a ela.
Aqueles que te criticam têm a sua própria razão a guiá-los, e os seus próprios
impulsos a instigá-los; não deves deixar que os teus olhos se desviem na sua
direcção, mas antes manter um rumo certo e seguir a tua própria natureza e a
Natureza-Mundo (e o rumo destes dois é um só).

4. Eu trilho as estradas da natureza até à hora em que me deitarei para
descansar, devolvendo o meu último sopro ao ar de que o aspirei diariamente, e
mergulhando na terra donde o meu pai tirou a semente, a minha mãe, o sangue,
e a minha ama, o leite do meu ser — terra que durante tantos anos me forneceu
diariamente comida e bebida, e, embora tão atrozmente maltratada, ainda
publicado por portucalia às 19:00

Julho 04 2012
O deputado federal Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC) apresentou no dia 19/04/12 projeto de lei que prevê regulamentar a aquisição e circulação de armas de fogo no país. O PL 3722/2012revoga a lei atual, popularmente conhecida como “Estatuto do Desarmamento”. Extenso e cujos termos demonstram uma profunda análise técnica da matéria, o projeto estabelece uma nova sistemática regulatória para armas na sociedade brasileira, alinhada à realidade e, sobretudo, ao resultado do Referendo de 2005, quando 60 milhões de eleitores rejeitaram a ideia de se extinguir o comércio de armas e munições no Brasil.

 

 

publicado por portucalia às 14:48

Julho 04 2012

Quarta-feira, dia 04 de Julho de 2012

Quarta-feira da 13ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santa Isabel de Portugal, rainha, +1336 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
São Bernardo : «Vieram ao Seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros» 

Evangelho segundo S. Mateus 8,28-34.

Naquele tempo, quando Jesus chegou à região dos gadarenos, na outra margem do lago, vieram ao seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros. Eram tão ferozes que ninguém podia passar por aquele caminho. 
Vendo-o, disseram em alta voz: «Que tens a ver connosco, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo?» 
Ora, andava a pouca distância dali, a pastar, uma grande vara de porcos. 
E os demónios pediram-lhe: «Se nos expulsas, manda-nos para a vara de porcos.» 
Disse lhes Jesus: «Ide!» Então, eles, saindo, ent

raram nos porcos, que se despenharam por um precipício, no mar, e morreram nas águas. 
Os guardas fugiram e, indo à cidade, contaram tudo o que se tinha passado com os possessos. 
Toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse daquela região. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São Bernardo (1091-1153), monge cisterciense e doutor da Igreja 
Sermão 17 sobre o Salmo 90, §4; PL 183, 252 

«Vieram ao Seu encontro dois possessos, que habitavam nos sepulcros»

«Estarei a seu lado na tribulação, para o salvar e encher de honras» (Sl 90,15); «as minhas delícias são estar junto dos seres humanos» (Pr 8,31). Eis o Emanuel, Deus connosco (Mt 1,23). [...] Ele desceu para estar próximo dos que têm o coração aflito, para estar connosco na nossa aflição. Mas virá um dia em que «seremos arrebatados juntamente com eles sobre as nuvens, para irmos ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor» (1Ts 4,17); se nos esforçarmos por tê-Lo sempre connosco como companheiro de viagem, em troca Ele dar-nos-á a pátria. Melhor ainda: então, Ele mesmo será a nossa pátria, desde que agora seja o nosso caminho.


Assim, é bom para mim, Senhor, estar na aflição, desde que Tu estejas comigo; é melhor que reinar sem Ti, que alegrar-me sem Ti, que estar sem Ti na glória. É melhor para mim agarrar-me a Ti na angústia, ter-Te comigo no crisol, que ficar sem Ti ainda que seja no céu. Com efeito: «quem mais tenho eu no céu? Na terra só desejo estar contigo» (Sl 72,25) «porque no fogo se prova o ouro e os eleitos de Deus no cadinho da humilhação»  (Sir 2,5). É aí que Tu estás, no meio dos que se reúnem em Teu nome, como outrora os três jovens na fornalha da Babilónia (cf. Dan 3,92). [...] Então por que trememos? [...] «Se Deus está por nós, quem pode estar contra nós?» (Rm 8,31) Se Deus nos arranca das mãos dos nossos inimigos, quem poderá arrancar-nos das Suas mãos?

publicado por portucalia às 14:38

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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