PORTUCÁLIA

Abril 30 2012




Comento :  Passsei dois dias sem editar  o livro I das Meditações.  Retomo o Livro I, ítens 14 e 16 onde o imperador filósofo revela o que aprendeu com seu irmãpo e com o seu pai.  A leitura é oportuna e mostra o caráter de um romano onde existia grande equilíbrio e  paz interna nas suas faculdades.  Por isto vale a pena Vc. leer e MEDITAR  sobre estas partes.  Muita coisa aprenderá.  ARA





14. Com meu irmão Severo

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aprendi a amar os meus familiares, a amar averdade e a justiça. Por ele tomei conhecimento de Thraseia, Catão, Helvidio,Dião e Bruto, e familiarizei-me com a ideia de uma comunidade baseada naigualdade e liberdade de expressão para todos, e de uma monarquiapreocupada sobretudo em garantir a liberdade dos seus súbditos. Ele revelou-me a necessidade de uma avaliação desapaixonada da filosofia, do hábito dasboas acções, da generosidade, de um temperamento cordial, e da confiança noafecto dos meus amigos. Recordo, também, a sua franqueza para com aquelesque mereciam a sua repreensão, e a maneira como ele não deixava dúvidas aosamigos sobre aquilo de que gostava ou que detestava, dizendo-lho claramente.15. Máximo

12

foi o meu modelo de autocontrole, firmeza de intenções e de boadisposição em situações de falta de saúde e de outros infortúnios. O seucarácter era uma mistura admirável de dignidade e encanto, e todos os deveresinerentes à sua condição eram cumpridos sem alardes. Deixava em toda a gentea convicção de que acreditava no que dizia e agia da maneira que lhe parecia acorrecta. Não conhecia o espanto ou a timidez; nunca mostrava pressa, nunca adiava; nunca se sentia perdido. Não se entregava ao desânimo nem a umaalegria forçada, nem sentia raiva ou inveja de qualquer poder acima dele. Abondade, a simpatia e a sinceridade, todas contribuíam para deixar a impressãode uma rectidão que lhe era mais inata do que cultivada. Nunca se superiorizavaa ninguém, e contudo ninguém se atrevia a desafiar a sua superioridade. Era,além disso, possuidor de um agradável sentido de humor.16. As qualidades que eu admirava no meu pai

13

eram a sua brandura, a suafirme recusa em se desviar de qualquer decisão a que tinha chegado, a suacompleta indiferença às falsas honrarias; o seu esforço, a sua perseverança evontade de ouvir atentamente qualquer projecto para o bem comum; a suainvariável insistência em que as recompensas devem depender do mérito; o seuhábil sentido de oportunidade para puxar ou soltar as rédeas; e os esforços quefazia para suprimir a pederastia.Ele tinha consciência de que a vida social tem as suas exigências: os seusamigos não tinham qualquer obrigação de se sentarem à sua mesa ou de oacompanhar nas suas viagens oficiais, e quando eles eram disso impedidos poroutros compromissos, isso não lhe fazia qualquer diferença. Todas as questõesque lhe eram submetidas em conselho eram examinadas meticulosa epacientemente; nunca ficava satisfeito em despachá-las apenas com umaprimeira impressão apressada. As suas amizades eram duradouras; não eramcaprichosas nem extravagantes. Estava sempre à altura das circunstâncias;alegre, mas com uma visão de alcance suficiente para mandar discretamentecumprir os seus planos até ao mais pequeno pormenor. Estava sempre atentoàs necessidades do império, conservando prudentemente os seus recursos esuportando as críticas daí resultantes. Não era supersticioso frente aos deuses;e frente aos seus concidadãos nunca se rebaixava para alcançar popularidadenem namorava as massas, mas prosseguia o seu caminho calma e firmemente,desprezando tudo o que lhe soasse a ostentação ou moda. Aceitava sem

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— 32 —

complacência ou compunção os bens materiais que a sorte pusera à suadisposição; quando estavam à mão aproveitava-os, e quando não estavam, nãosentia qualquer mágoa.Não lhe podiam ser apontados quaisquer vestígios dos sofismas dos casuístas,do atrevimento do adulador, ou do escrúpulo exagerado do pedante; todos oshomens lhe reconheciam uma personalidade madura e acabada que erainsensível à lisonja e perfeitamente capaz de se orientar a si próprio e aosoutros. Além disso, tinha grande respeito por todos os filósofos genuínos; eembora abstendo-se de criticar os outros, preferia passar sem a sua orientação.Na convivência era afável e atencioso, mas sem exageros. Os cuidados quedispensava ao corpo eram razoáveis; não havia nele qualquer ansiosapreocupação de prolongar a existência, ou em embelezar a sua aparência,contudo estava muito longe de ser descuidado em relação a esta, e de factocuidava tão bem de si próprio que raramente precisava de cuidados médicos oude medicamentos. Não se notava nele o mais pequeno vestígio de inveja no seupronto reconhecimento de qualidades notáveis, quer em discursos públicos, quernos domínios da lei, da ética ou qualquer outro, e esforçava-se por dar a cadapessoa a oportunidade de conquistar reputação no seu próprio campo. Emboratodas as suas acções fossem guiadas pelo respeito pelo precedenteconstitucional, nunca abandonava o seu caminho para buscar o reconhecimentopúblico disso. Também não gostava da agitação e da mudança e tinha umaarreigada preferência sempre pelos mesmos lugares e sempre pelas mesmasactividades. Depois de uma das suas enxaquecas, voltava logo aos seusdeveres sem perda de tempo, com novo vigor e completo domínio das suascapacidades. Os seus documentos secretos e confidenciais não eram muitos, eos raros temas neles tratados referiam-se exclusivamente a assuntos do estado.Revelava bom senso e comedimento na exibição de espectáculos, naconstrução de edifícios públicos, na distribuição de subsídios, etc., tendo sempremais em vista a necessidade dessas medidas do que o aplauso que elasprovocavam. Os seus banhos não eram a horas inconvenientes; não tinha aobsessão de construir; não era nada esquisito em relação à sua alimentação,nem ao corte e às cores das suas vestes, nem à apresentação daqueles que orodeavam. As suas roupas eram-lhe enviadas da sua casa de campo em Lorium,e a maior parte das sua coisas eram de Lanuvium. A famosa maneira como eletratou um inspector em Tusculum era típica do seu comportamento, pois a faltade cortesia, bem como a brusquidão ou a jactância, eram estranhas à suanatureza; nunca ficava encalorado, como diz o povo, ao ponto de transpirar; eraseu hábito analisar e pesar todos os incidentes, devagar, calma, metódica,decisiva e consistentemente. Aquilo que se diz de Sócrates, não é menosaplicável a ele: que tinha a capacidade de se permitir ou negar a si próprioindulgências que a maioria das pessoas são incapazes de recusar por fraqueza,ou de apreciar, pelos seus excessos. Ser assim tão forte para, à sua vontade, seconter ou ceder revela uma alma perfeita e indómita — como Máximo tambémdemonstrou no seu leito de doente




publicado por portucalia às 22:14

Abril 30 2012

 

 

Autoridades de saúde chinesas fecharam temporariamente uma fábrica engarrafadora da Coca-Cola no norte do país, por ter sido encontrado um cloro em lote de bebidas. A companhia, no entanto, nega.

A denúncia foi feita anonimamente à imprensa e o Escritório Provincial de Qualidade e Supervisão Técnica de Shanxi abriu um inquérito para apurar os fatos. De acordo com o órgão, durante uma inspeção no local, análise de amostras e conversas com funcionários da empresa, foi encontrado um lote produzido em fevereiro deste ano no qual foi usada água com cloro.

Um porta-voz da Coca-Cola negou que a fábrica tenha sido fechada por esse motivo. Além disso, declarou também que os níveis de cloro estavam abaixo do padrão chinês de água purificada e dos padrões internacionais, definidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), para que bebidas possam ser ingeridas.

publicado por portucalia às 21:49

Abril 30 2012

Tudo para conquistar o passageiro: as companhias apostam em parcerias, promoções e novas rotas e investem em muito mais conforto e tecnologia. A British Airways, por exemplo, resgata  o glamour das viagens aéreas do passado ao relançar a sua primeira classe, com persianas eletrônicas, poltronas que viram camas e todo luxo possível, enquanto a Alitalia estreia uma econômica superior que oferece até drinque de boas-vindas e nécessaire com produtos Bulgari. Em sintonia com os  tablets, a Air France e a KLM criaram versões digitais de suas revistas de bordo e a TAM tem check-in on-line para os voos rumo a Orlando, Miami e Nova York. A americana Las Vegas, aliás, agora está no menu de destinos da Copa Airlines. O céu é o limite das boas-novas na aviação. Confira!

 

publicado por portucalia às 17:57

Abril 30 2012

Quarenta pessoas morreram e outras 160 foram dadas por desaparecidas depois que um ferry superlotado se partiu em dois e naufragou nesta segunda-feira em um rio do nordeste da Índia, durante uma tempestade, anunciou a polícia. "Havia cerca de 350 pessoas a bordo quando a tempestade partiu o ferry em dois. Até o momento, resgatamos 40 corpos e 150 pessoas foram resgatadas ou seguiram se salvar nadando", declarou o chefe da polícia do estado de Assam, J.N. Choudhury. A embarcação afundou no rio Brahmaputra, no estado de Assam, depois de uma violenta tempestade, indicou a polícia. A proprietária do ferry de dois andares, Doordarshan, afirmou temer que mais de 100 pessoas tenham morrido no naufrágio.

publicado por portucalia às 17:48

Abril 30 2012

 

 

 

 

 

 

 

a-feira, dia 30 de Abril de 2012

Segunda-feira da 4ª semana da Páscoa


Santo do dia : S. Pio V, papa, +1572,  S. José Bento Cottolengo, presbítero, fundador, +1842 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
Jean Tauler : «E Ele chama as Suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes» 

Evangelho segundo S. João 10,1-10.

 


Naquele tempo, disse Jesus: «Em verdade, em verdade vos digo: quem não entra pela porta no redil das ovelhas, mas sobe por outro lado, é um ladrão e salteador. 
Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas. 
A esse o porteiro abre-a e as ovelhas escutam a sua voz. E ele chama as suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes e fá-las sair. 
Depois de tirar todas as que são suas, vai à frente delas, e as ovelhas seguem-no, porque reconhecem a sua voz. 
Mas, a um estranho, jamais o seguiriam; pelo contrário, fugiriam dele, porque não reconhecem a voz dos estranhos.» 
Jesus propôs-lhes esta comparação, mas eles não compreenderam o que lhes dizia. 
Então, Jesus retomou a palavra: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. 
Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes prestaram atenção. 
Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem. 
O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Jean Tauler (c. 1300-1361), dominicano em Estrasburgo 
Sermão 27, 3º para o Pentecostes 

«E Ele chama as Suas ovelhas uma a uma pelos seus nomes»

«Eu sou a porta das ovelhas»: Nosso Senhor afirma que é a porta do redil. O que é então este redil, este cercado de que Cristo é a porta? É o coração do Pai, no qual e do qual Cristo é verdadeiramente uma porta digna de ser amada, Ele que nos abriu o Seu coração, até então fechado para todos os homens. É neste aprisco que se encontram reunidos todos os santos. O Pastor é o Verbo eterno; a porta é a humanidade de Cristo; e as ovelhas desta casa são as almas humanas, mas também os anjos; [...] o porteiro é o Espírito Santo [...], porque toda a verdade compreendida e expressa provém d'Ele. [...]


Com que amor e com que bondade Ele nos abre a porta do coração do Pai e nos dá sem cessar acesso ao tesouro escondido, às habitações secretas e às riquezas desta casa! Ninguém pode imaginar nem compreender até que ponto Deus é acolhedor, está pronto a receber, desejoso, sedento de o fazer, e como vai à nossa frente a cada instante e a cada hora. [...] Oh meus filhos, quão surdos permanecemos a este convite amoroso [...], quantas vezes o recusamos. Quantos convites e apelos do Espírito Santo são recusados por causa das coisas deste mundo! Quantas vezes preferimos outras coisas a este local onde Deus nos quer!

publicado por portucalia às 17:06

Abril 28 2012

Imperador Romano

Marco Aurélio

26 de abril de 121 d.C., Roma (Itália) 
17 de março de 180 d.C., Vindobona (atual Viena, Áustria)

Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
[creditofoto]

Marco Aurélio, o imperador filósofo, autor de Meditações

Marco Aurélio Antonino pertenceu a uma família de aristocratas e muito jovem perdeu os pais. Adotado pelo tio Aurélio Antonino, que mais tarde se tornaria imperador, foi nomeado seu sucessor. Aos 11 anos conheceu as idéias do estoicismo e adotou hábitos de vida austera. Após estudar retórica com Fronto, decidiu abandonar esse estudo e se dedicar à filosofia.

Após os anos de sua formação passou a colaborar com o imperador, seu pai adotivo, ocupando o cargo de cônsul por três vezes. Em 161, Aurélio Antonino morre e ele torna-se imperador, junto com Lúcio Vero. Quando este morre, em 169, Marco Aurélio torna-se único imperador.

O governo de Marco Aurélio, que se estendeu por quase duas décadas (até sua morte, em campanha militar), foi marcado por guerras sangrentas e prolongadas, e por uma série de dificuldades internas. Ele foi excelente guerreiro e administrador e, ao mesmo tempo, humanizou profundamente o exercício do poder.

Quando as obrigações de governo permitiam, entregava-se à reflexão filosófica e escrevia seus pensamentos, em língua grega. Tornou-se assim o terceiro e último expoente do estoicismo romano. O conteúdo de suas "Meditações" (como ficaram conhecidos posteriormente seus pensamentos, registrados em forma de diário) é marcado pela filosofia estóica, mas um estoicismo distante das doutrinas de Zenão. As especulações físicas e lógicas cedem lugar ao caráter prático dos romanos e ao aconselhamento moral. Para os estóicos, a filosofia não representa conhecimento, mas modo de vida.

Em Marco Aurélio, a questão central da filosofia é o problema de como se deve encarar a vida para que se possa viver bem. O problema é tratado com grande dedicação por esse homem religioso e pouco interessado na investigação científica. Em seus pensamentos, são bem visíveis as tendências ecléticas. Ele retoma idéias e exemplos de sabedoria que vêm desde Epicuro.

O estoicismo de Marco Aurélio apresenta divergências em relação às origens gregas. Para compreender suas oscilações, é importante levar em conta as circunstâncias históricas em que viveu, mais que suas características psicológicas. Embora sua colaboração tenha sido importante, ele não chegou a ser um pensador original.
 

Fonte: "Dicionário dos Filósofos", Denis Huisman, Martins Fontes, 2001
publicado por portucalia às 22:40

Abril 28 2012
Apresentação :  Na edição do blog de  27, ontem, informei que editaria trechos de livros que marcaram e fizeram o pensamento e a vida de muitas pessoas nos últimos dois mil anos.  Edito a seguir do Livro I das Meditações os ítens de 1 a 15.  Vale a pena lê-los e refletir sobre e perguntando a si próprio  quais os que se aplicam à sua vida.  Boa leitura.  A.R. de Almeida 
LIVRO 1

1. A cortesia e a serenidade, aprendi-as eu, primeiro, com o meu avô.
2. A virilidade sem alardes, aprendi-a com aquilo que ouvi dizer e recordo do
meu pai .
3. A minha mãe deu-me um exemplo de piedade e generosidade, de como
evitar a crueldade — não só nos actos, mas também em pensamento — e de
uma simplicidade de vida completamente diferente daquilo que é habitual nos
ricos.
4. Ao meu bisavô fiquei a dever o conselho de que dispensasse a educação da
escola e, em vez disso, tivesse bons mestres em casa — e de que me
capacitasse de que não se devem regatear quaisquer despesas para este fim.
5. Foi o meu tutor que me dissuadiu de apoiar o Verde ou o Azul
1
, nas corridas,
ou o Leve ou o Pesado
2
, na arena; e me incentivou a não recear o trabalho, a
ser comedido nos meus desejos, a tratar das minhas próprias necessidades, a
meter-me na minha vida, e a nunca dar ouvidos à má-língua.
6. Graças a Diogneto
3
aprendi a não me deixar absorver por actividades triviais;
a ser céptico em relação a feiticeiros e milagreiros com as suas histórias de
encantamentos, exorcismos e quejandos; a evitar as lutas de galos e outras
distracções semelhantes; a não ficar ofendido com a franqueza; a familiarizar-me
com a filosofia, começando por Bacchio e passando depois para Tandasis e
Marciano; a redigir composições, logo em pequeno; a ser entusiasta do uso do
leito de tábuas e pele, bem como de outros rigores da disciplina grega.
7. De Rústico
4
obtive a noção de que o meu carácter precisava de treino e
cuidados, e que não me devia deixar perder no entusiasmo sofista de compor
tratados especulativos, homilias edificantes, ou representações imaginárias de O
Asceta ou de O Altruísta. Também me ensinou a evitar a retórica, a poesia, e as
presunções verbais, os amaneiramentos no vestuário em casa, e outros lapsos
de gosto deste género, e a imitar o estilo epistolar simples utilizado na sua
própria carta a minha mãe, escrita em Sinuessa. Se alguém, depois de se
zangar comigo num momento de mau humor, mostrasse sinais de querer fazer
as pazes, devia mostrar-me logo disposto a ir ao encontro dos seus desejos.
Também devia ser rigoroso nas minhas leituras, não me contentando com as
meras ideias gerais do seu significado; e não me deixar convencer facilmente
por pessoas de palavra fácil. Por ele, vim também a conhecer as Dissertações
de Epicteto, das quais ele me deu uma cópia da sua biblioteca.
8. Apolónio
5
convenceu-me da necessidade de tomar decisões por mim
mesmo, em vez de depender dos acasos da sorte, e nunca, nem por um— 30 —
momento, perder de vista a razão. Também me instruiu no sentido de encarar os
espasmos de uma dor aguda, a perda de um filho e o tédio de uma doença
crónica sempre com a mesma inalterável compostura. Ele próprio era um
exemplo vivo de que nem mesmo a energia mais impetuosa é incompatível com
a capacidade de descansar. As suas exposições eram sempre um modelo de
clareza; contudo, era claramente alguém para quem a experiência prática e
aptidão para ensinar filosofia eram os talentos menos importantes. Foi ele, além
disso, que me ensinou a aceitar os pretensos favores dos amigos sem me
rebaixar ou dar a impressão de insensível indiferença.
9. As minhas dívidas para com Sexto
6
incluem a bondade, a maneira como
dirigir o pessoal da casa com autoridade paternal, o verdadeiro significado da
Vida Natural, uma dignidade natural, uma intuitiva preocupação pelos interesses
dos amigos, e uma paciência bem disposta com os amadores e os visionários. A
disponibilidade da sua delicadeza para com toda a gente emprestava à sua
convivência um encanto superior a qualquer lisonja, e, contudo, ao mesmo
tempo, impunha o completo respeito de todos os presentes. Também a maneira
como ele precisava e sistematizava as regras essenciais da vida era tão ampla
quanto metódica. Nunca mostrando sinais de zanga ou qualquer emoção, ele
era, ao mesmo tempo, imperturbável e cheio de bondosa afeição. Quando
manifestava a sua concordância, fazia-o sempre calma e abertamente, e nunca
fazia alarde do seu saber enciclopédico.
10. Foi o crítico Alexandre
7
que me pôs em guarda contra a crítica supérflua.
Não devemos corrigir bruscamente as pessoas pelos seus erros gramaticais,
provincialismos, ou má pronúncia; é melhor sugerir a expressão correcta,
apresentando-a nós próprios delicadamente, por exemplo, numa nossa resposta
a uma pergunta, ou na concordância com as suas opiniões, ou numa conversa
amigável sobre o próprio tema (não sobre a dicção), ou por qualquer outro tipo
de advertência.
11. Ao meu conselheiro Fronto
8
devo a percepção de que a maldade, a astúcia
e a má-fé acompanham o poder absoluto; e que as nossas famílias patrícias
tendem, na sua maior parte, a carecer de sentimentos de humanidade.
12. O platonista Alexandre
9
acautelou-me contra o uso frequente das palavras
«Estou muito ocupado» na expressão oral ou na correspondência, excepto em
casos de absoluta necessidade; dizendo que ninguém deve furtar-se às
obrigações sociais devidas, com a desculpa de afazeres urgentes.
13. O estóico Catulo,
10
aconselhou-me a nunca menosprezar a censura de um
amigo, mesmo quando pouco razoável, mas em vez disso, fazer o possível por
voltar a agradar-lhe; a falar pronta e abertamente em louvor dos meus
instrutores, como se lê nas memórias de Domítio e Athenodoto; e a cultivar um
genuíno afecto pelos meus filhos.— 31 —
14. Com meu irmão Severo
11
aprendi a amar os meus familiares, a amar a
verdade e a justiça. Por ele tomei conhecimento de Thraseia, Catão, Helvidio,
Dião e Bruto, e familiarizei-me com a ideia de uma comunidade baseada na
igualdade e liberdade de expressão para todos, e de uma monarquia
preocupada sobretudo em garantir a liberdade dos seus súbditos. Ele reveloume a necessidade de uma avaliação desapaixonada da filosofia, do hábito das
boas acções, da generosidade, de um temperamento cordial, e da confiança no
afecto dos meus amigos. Recordo, também, a sua franqueza para com aqueles
que mereciam a sua repreensão, e a maneira como ele não deixava dúvidas aos
amigos sobre aquilo de que gostava ou que detestava, dizendo-lho claramente.
15. Máximo
12
foi o meu modelo de autocontrole, firmeza de intenções e de boa
disposição em situações de falta de saúde e de outros infortúnios. O seu
carácter era uma mistura admirável de dignidade e encanto, e todos os deveres
inerentes à sua condição eram cumpridos sem alardes. Deixava em toda a gente
a convicção de que acreditava no que dizia e agia da maneira que lhe parecia a
correcta. Não conhecia o espanto ou a timidez; nunca mostrava pressa, nunca
adiava; nunca se sentia perdido. Não se entregava ao desânimo nem a uma
alegria forçada, nem sentia raiva ou inveja de qualquer poder acima dele. A
bondade, a simpatia e a sinceridade, todas contribuíam para deixar a impressão
de uma rectidão que lhe era mais inata do que cultivada. Nunca se superiorizava
a ninguém, e contudo ninguém se atrevia a desafiar a sua superioridade. Era,
além disso, possuidor de um agradável sentido de humor.

 

publicado por portucalia às 22:26

Abril 28 2012

O presidente da França, Sarkozy deverá perder as eleições, no segundo turno, na França. A opinião pública considera que falta ao atual presidente a "dignité" para o cargo depois que que divorciou e se uniu a uma artista de origem italiana que até posou nua para uma revista. Embora sejam duros críticos dos rumos que tomou a Igreja Católica, os franceses prezam os valores do Catolicismo, o que não mostra o atual presidente.

publicado por portucalia às 14:04

Abril 28 2012

Mesmo após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir pela legalidade das cotas raciais, a USP não pretende adotar o sistema. Em 2009, quando assumiu a reitoria da USP, João Grandino Rodas afirmou que as cotas seriam "discutidas" no Conselho Universitário, mas o assunto só foi falado de forma marginal durante debate para reforma do programa de inclusão de alunos de escolas públicas na instituição.

As universidades estaduais Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp) também informaram que não vão adotar cotas. USP, Unesp e Unicamp defendem a prevalência do mérito na seleção, embora tenham ações de inclusão - sem, no entanto, reservar vagas.

 

A ONG Educafro afirmou que vai entrar com uma ação na Justiça contra as três instituições para que o sistema seja adotado. O processo deverá ser protocolado até o dia 11 de maio.
"Após a decisão do STF e da orientação expressa dos ministros, vamos entrar com ação de Obrigação de Fazer", afirma o presidente da Educafro, frei David dos Santos. "Único programa que provou eficiência na inclusão de negros é a cota. Se a USP provar que incluiu a mesma porcentagem de negros que a UERJ e UnB, eu mudo de opinião", afirmou.

 

COMENTO : O Supremo depois que passou a ser um tribunal "político" perdeu a respeitabilidade que o carqcterizava nos anos em que ali assentavam juristas de verdade.  Depois que advogados de segunda passaram a entrar no Supremo ele passou a ser o MÍNIMO.  Aliás, existe nos meios jurídicos uma discussão que as indicações para o Supremo não deveria vir exclusivamente do presidente da República que escolhe os seus "apadrinhados. ".  O presidente poderia indicar um terço e a OAB e as universidades indicariam os restantes. 

publicado por portucalia às 13:53

Abril 28 2012

Sabado, dia 28 de Abril de 2012

Sábado da 3ª semana da Páscoa


Santo do dia : S. Luís Maria Grignion de Montfort, presbítero, +1716,  S. Pedro Chanel, presbítero, mártir, padroeiro da Oceânia, +1841,  Santa Gianna Beretta Molla, mãe de família, +1962 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
São João Crisóstomo : «As palavras que vos disse são espírito e são vida» 

Evangelho segundo S. João 6,60-69.

Naquele tempo, muitos discípulos, ao ouvirem Jesus, disseram: «Que palavras insuportáveis! Quem pode entender isto?» 
Mas Jesus, sabendo no seu íntimo que os seus discípulos murmuravam a respeito disto, disse-lhes: «Isto escandaliza-vos? 
E se virdes o Filho do Homem subir para onde estava antes? 
É o Espírito quem dá a vida; a carne não serve de nada: as palavras que vos disse são espírito e são vida. 
Mas há alguns de vós que não crêem.» De facto, Jesus sabia, desde o princípio, quem eram os que não criam e também quem era aquele que o havia de entregar. 
E dizia: «Por isso é que Eu vos declarei que ninguém pode vir a mim, se isso não lhe for concedido pelo Pai.» 
A partir daí, muitos dos seus discípulos voltaram para trás e já não andavam com Ele. 
Então, Jesus disse aos Doze: «Também vós quereis ir embora?» 
Respondeu-lhe Simão Pedro: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! 
Por isso nós cremos e sabemos que Tu é que és o Santo de Deus.» 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

São João Crisóstomo (c. 345-407), presbítero em Antioquia, depois bispo de Constantinopla, doutor da Igreja 
Homilias sobre o evangelho de Mateus n° 82; PG 58, 743 

«As palavras que vos disse são espírito e são vida»

«Tomai e comei, disse Jesus, isto é o Meu corpo entregue por vós» (cf 1Co 11,24). Porque é que os discípulos não ficaram perturbados quando ouviram estas palavras? Foi porque Cristo lhes havia já dito muitas coisas sobre este assunto (Jo 6). [...] Tenhamos, nós também, plena confiança em Deus. Não apresentemos objecções, mesmo quando o que Ele diz parece contrário aos nossos raciocínios e ao que vemos. Que a Sua palavra seja dona da nossa razão e mesmo da nossa vista. Assumamos esta atitude perante os mistérios sagrados: não vejamos neles apenas o que é apreendido pelos nossos sentidos, mas tenhamos sobretudo em conta as palavras do Senhor. A Sua palavra nunca nos pode enganar, ao passo que os nossos sentidos nos enganam facilmente; Ela nunca erra, mas eles erram frequentemente. Quando o Verbo diz: «Isto é o Meu corpo», confiemos n'Ele, acreditemos e contemplemo-Lo com os olhos do espírito. [...]


Quantas pessoas dizem hoje em dia: «Gostaria de ver Cristo em pessoa, o Seu rosto, as Suas vestes, as Suas sandálias». Pois bem, na Eucaristia, é Ele que tu vês, que tocas, que recebes! Desejavas ver as Suas vestes; e é Ele que Se dá a ti, não apenas para O veres, mas para O tocares, O receberes, O acolheres no teu coração. Que ninguém se aproxime, pois, com indiferença ou frouxidão, mas que todos venham a Ele animados de um amor ardente.

publicado por portucalia às 13:46

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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