PORTUCÁLIA

Outubro 07 2012

Domingo, dia 07 de Outubro de 2012

27º Domingo do Tempo Comum - Ano B


Festa da Igreja : Vigésimo Sétimo Domingo do Tempo Comum (semana III do saltério)
Santo do dia : Nossa Senhora do Rosário 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
Cardeal Joseph Ratzinger : «Quem não receber o Reino de Deus como um pequenino não entrará nele» 

Livro de Génesis 2,18-24.

O Senhor Deus disse: «Não é conveniente que o homem esteja só; vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele.» 
Então, o Senhor Deus, após ter formado da terra todos os animais dos campos e todas as aves dos céus, conduziu-os até junto do homem, a fim de verificar como ele os chamaria, para que todos os seres vivos fossem conhecidos pelos nomes que o homem lhes desse. 
O homem designou com nomes todos os animais domésticos, todas as aves dos céus e todos os animais ferozes; contudo, não encontrou auxiliar semelhante a ele. 
Então, o Senhor Deus fez cair sobre o homem um sono profundo; e, enquanto ele dormia, tirou-lhe uma das suas costelas, cujo lugar preencheu de carne. 
Da costela que retirara do homem, o Senhor Deus fez a mulher e conduziu-a até ao homem. 
Então, o homem exclamou: «Esta é, realmente, osso dos meus ossos e carne da minha carne. Chamar-se-á mulher, visto ter sido tirada do homem!» 
Por esse motivo, o homem deixará o pai e a mãe, para se unir à sua mulher; e os dois serão uma só carne. 


Carta aos Hebreus 2,9-11.

Irmãos: Vemos, porém, Jesus, que foi feito por um pouco inferior aos anjos, coroado de glória e de honra, por causa da morte que sofreu, a fim de que, pela graça de Deus, experimentasse a morte em favor de todos. 
Convinha, com efeito, que aquele por quem e para quem existem todas as coisas, querendo levar muitos filhos à glória, levasse à perfeição, por meio dos sofrimentos, o autor da sua salvação. 
De facto, tanto o que santifica, como os que são santificados, provêm todos de um só; razão pela qual não se envergonha de lhes chamar irmãos, 


Evangelho segundo S. Marcos 10,2-16.

Naquele tempo, aproximaram-se de Jesus uns fariseus e perguntaram-lhe, para O experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher. 
Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?» 
Disseram: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.» 
Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito. 
Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. 
Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher, 
e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. 
Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.» 
De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto. 
Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira. 
E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério.» 
Apresentaram-lhe uns pequeninos para que Ele os tocasse; mas os discípulos repreenderam os que os haviam trazido. 
Vendo isto, Jesus indignou-se e disse-lhes: «Deixai vir a mim os pequeninos e não os afasteis, porque o Reino de Deus pertence aos que são como eles. 
Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino, não entrará nele.» 
Depois, tomou-os nos braços e abençoou-os, impondo-lhes as mãos. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Cardeal Joseph Ratzinger (Papa Bento XVI) 
Retiro pregado no Vaticano em 1983 

«Quem não receber o Reino de Deus como um pequenino não entrará nele»

É surpreendente constatar a importância que o próprio Jesus atribui à criança, para todo o homem: «Em verdade vos digo: quem não receber o Reino de Deus como um pequenino não entrará nele» (Mt 18,3). Portanto, para Jesus, ser criança não é uma etapa puramente transitória da vida do homem, devida ao seu destino biológico, e que, por isso, deva desaparecer totalmente. Na infância, o que é próprio do homem realiza-se de tal maneira que quem perdeu o essencial da infância está, por sua vez, perdido.


A partir daí, e posicionando-nos no ponto de vista humano, podemos imaginar que lembranças felizes guardaria Cristo dos dias da Sua infância, o quanto a infância continuava a ser, para Ele, uma experiência preciosa, uma forma particularmente pura de humanidade. Daí poderemos aprender a reverenciar a criança que, desarmada, assim apela ao nosso amor. 


Mas isso coloca-nos sobretudo a seguinte questão: qual é exactamente o traço característico da infância que Jesus considera insubstituível? [...] É necessário desde logo recordar que o atributo essencial de Jesus, aquele que exprime a Sua dignidade, é o facto de ser «Filho». [...] A orientação da Sua vida, o motivo e o objectivo que lhe deram forma exprimem-se numa única palavra: «Abba, Pai» (Mc 14,36; Ga 4,6). Jesus sabia que nunca estava só, e até ao último grito na cruz obedeceu Àquele a Quem chamava Pai, inclinando-Se inteiramente para Ele. Basta isto para nos permitir explicar que Ele, por fim, Se tenha recusado a chamar-Se rei ou senhor ou a atribuir-Se qualquer outro título de poder, mas tenha recorrido a um termo que poderíamos também traduzir por «criancinha».

publicado por portucalia às 16:34

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