PORTUCÁLIA

Agosto 16 2012

Quinta-feira, dia 16 de Agosto de 2012

Quinta-feira da 19ª semana do Tempo Comum


Santo do dia : Santo Estêvão, rei da Hungria, +1038,  S. Roque, peregrino, séc. XIV 

Ver comentário em baixo, ou carregando aqui 
Beato João Paulo II : «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete» 

Livro de Ezequiel 12,1-12.

O Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: 
"Filho de homem, tu moras no meio desta raça de gente rebelde que tem olhos para ver e não vê, ouvidos para ouvir e não ouve; porque são gente rebelde. 
Tu, filho de homem, prepara a tua bagagem de emigrante e sai de dia, à vista deles. Sai do lugar onde te encontras, para outro lugar à vista deles. Talvez eles vejam; porque são gente rebelde. 
Prepararás as tuas coisas como bagagem de exilado, de dia, à vista deles; e sairás à tarde, à vista deles, como saem os exilados. 
Faz um buraco na parede, à vista deles, e sai através dele. 
À vista deles, põe a bagagem aos ombros e sai na obscuridade. Cobre o rosto para não poderes ver o país, porque Eu faço de ti um símbolo para a casa de Israel." 
Procedi conforme me foi ordenado; preparei as minhas coisas como bagagem de exilado e, à tarde, fiz um buraco na parede com a mão. Saí na obscuridade e carreguei a bagagem, à vista deles. 
Foi-me dirigida a palavra do SENHOR, de manhã, nestes termos: 
"Filho de homem, não te perguntou a casa de Israel, a gente rebelde: 'Que fazes?' 
Responde-lhes: Assim fala o Senhor DEUS: 'Este oráculo de ameaça é dirigido ao chefe de Jerusalém e a toda a casa de Israel que nela habita.' 
Diz: 'Eu sou para vós um sinal. Como eu fiz, assim vos será feito.' Eles irão para o exílio, para o cativeiro. 
O príncipe que se encontra no meio deles carregará a bagagem ao ombro, na obscuridade, e sairá pelo muro, no qual será feito um buraco. Ele cobrirá o rosto para não ser visto por ninguém nem poder contemplar o país. 


Evangelho segundo S. Mateus 18,21-35.19,1.

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou-Lhe: «Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes?» 
Jesus respondeu: «Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 
Por isso, o Reino do Céu é comparável a um rei que quis ajustar contas com os seus servos. 
Logo ao princípio, trouxeram-lhe um que lhe devia dez mil talentos. 
Não tendo com que pagar, o senhor ordenou que fosse vendido com a mulher, os filhos e todos os seus bens, a fim de pagar a dívida. 
O servo lançou-se, então, aos seus pés, dizendo: 'Concede-me um prazo e tudo te pagarei.’ 
Levado pela compaixão, o senhor daquele servo mandou-o em liberdade e perdoou-lhe a dívida. 
Ao sair, o servo encontrou um dos seus companheiros que lhe devia cem denários. Segurando-o, apertou-lhe o pescoço e sufocava-o, dizendo: 'Paga o que me deves!’ 
O seu companheiro caiu a seus pés, suplicando: 'Concede-me um prazo que eu te pagarei.’ 
Mas ele não concordou e mandou-o prender, até que pagasse tudo quanto lhe devia. 
Ao verem o que tinha acontecido, os outros companheiros, contristados, foram contá-lo ao seu senhor. 
O senhor mandou-o, então, chamar e disse-lhe: 'Servo mau, perdoei-te tudo o que me devias, porque assim mo suplicaste; 
não devias também ter piedade do teu companheiro, como eu tive de ti?’ 
E o senhor, indignado, entregou-o aos verdugos até que pagasse tudo o que devia. 
Assim procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão do íntimo do coração.» 
Quando acabou de dizer estas palavras, Jesus partiu da Galileia e veio para a região da Judeia, na outra margem do Jordão. 



Da Bíblia Sagrada - Edição dos Franciscanos Capuchinhos - www.capuchinhos.org 



Comentário ao Evangelho do dia feito por : 

Beato João Paulo II (1920-2005), papa 
Encíclica «Dives in misericordia», § 14 (trad. Libreria Editrice Vaticana, rev.) 

«Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete»

Cristo sublinha com insistência a necessidade de perdoar aos outros. Quando Pedro Lhe perguntou quantas vezes devia perdoar ao próximo, indicou-lhe o número simbólico de «setenta vezes sete», querendo desta forma indicar-lhe que deveria saber perdoar sempre a todos e a cada um.


É evidente que generosa exigência de em perdoar não anula as exigências objectivas da justiça. A justiça bem entendida constitui, por assim dizer, a finalidade do perdão. Em nenhuma passagem do Evangelho o perdão, ou mesmo a misericórdia como sua fonte, significam indulgência para com o mal, o escândalo, a injúria causada, ou os ultrajes. Em todos estes casos, a reparação do mal ou do escândalo, a compensação do prejuízo causado e a satisfação da ofensa são condição do perdão. [...]


A misericórdia tem, no entanto, condão de conferir à justiça um conteúdo novo, que se exprime do modo mais simples e pleno no perdão. O perdão manifesta que, além do processo [...] característico da justiça, é necessário o amor para que o homem se afirme como tal. O cumprimento das condições da justiça é indispensável, sobretudo, para que o amor possa revelar a sua própria fisionomia. [...] Com razão considera a Igreja seu dever e objectivo da sua missão assegurar a autenticidade do perdão.

publicado por portucalia às 15:51

PORTUCÁLIA é um blog que demonstra para os nossos irmãos portugueses como o governo brasileiro é corrupto. Não se iludam com o sr. Lula.Textos literários e até poesia serão buscados em vários autores.
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